PS Moita acusa executivo municipal de “falta de cultura democrática e de desonestidade intelectual”

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O PS da Moita anunciou que as respostas sobre uma sondagem que foi efectuada em Setembro de 2016 pela autarquia foram “incompletas”, referindo que bancada dos socialistas da Assembleia Municipal já entregou novo requerimento sobre o caso.

“Desde Setembro de 2016 que o PS tem vindo a exigir da Câmara Municipal respostas cabais sobre a sondagem eleitoral que o executivo camarário mandou fazer a uma empresa especializada, durante o verão passado, a coberto de tomar conhecimento da percepção dos munícipes sobre a qualidade dos serviços prestados pela edilidade. Finalmente obteve uma resposta. Contudo, uma resposta incompleta”, refere o PS em comunicado.

Os socialistas consideram que entre as perguntas efectuadas aos munícipes, duas delas “ferem os princípios democráticos e que não cabem aos munícipes do concelho pagar”, salientando que “não são isentas e servem apenas os interesses do partido que gere a Câmara Municipal da Moita”.

“Foi perguntado aos munícipes contactados sobre o reconhecimento e notoriedade de cada um dos vereadores da CDU e da oposição, caso a caso, nome a nome. Outra das perguntas era ainda mais explícita e transforma a consulta numa verdadeira sondagem eleitoral: “E se fossem amanhã as eleições, votaria no executivo da Câmara?”, salienta.

O PS da Moita refere que a resposta que a Câmara Municipal da Moita entregou à bancada do PS na Assembleia Municipal, “não constam estas perguntas nem qualquer resposta às mesmas”.

“Concluímos assim que o documento que nos foi entregue está truncado, omitindo a parte essencial da nossa reclamação, numa demonstração de falta de cultura democrática e de desonestidade intelectual por parte do executivo camarário da Moita. Perante o continuado desrespeito à democracia a bancada do Partido Socialista voltou a entregar um novo requerimento, solicitando as perguntas efectuadas telefonicamente. Resta-nos a esperança que a democracia, neste tempo pré-eleitoral, seja respeitada”, frisam.

Os socialistas recordam que antes da recepção deste documento já tinham efectuado queixa junto do Provedor de Justiça e do IGAT.

“A bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal está cansada das respostas: “estamos a ouvir, registamos e logo analisaremos” sem que nunca algo de realmente importante seja feito… sacudindo sempre a culpa para os outros”, concluiu.

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