Bruno Vitorino quer valorizar legado de Alfredo da Silva como parte integrante da estratégia para atrair turistas

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O candidato do PSD à Câmara Municipal do Barreiro, Bruno Vitorino, defende que o legado deixado por Alfredo da Silva, considerado por muitos como o primeiro grande industrial português, deve ser valorizado, sendo uma das peças-chave da estratégia para atrair turistas para o concelho.

“Uma terra sem memória não pode ter futuro. Temos que ter orgulho no nosso passado”, diz o social-democrata.

“Falar de Alfredo da Silva é falar do passado, claro. Mas também é perspectivar o futuro. Lançar as sementes, dar a conhecer o concelho, aqueles territórios da Baía do Tejo, às portas de Lisboa. Com bons acessos. Dar a conhecer a não só a todos os que nos visitam, mas também a possíveis investidores. Nacionais e estrangeiros. Dar a conhecer a todos”, realça.

“A CUF enquanto grande complexo industrial já desapareceu há tantos anos, e ainda hoje se fala dela, o que significa que não surgiram outras empresas, mais modernas ou tecnológicas, que ‘substituíssem’ o papel que a esta teve no concelho. O impacto da CUF foi tão grande que ainda hoje, quase 100 anos depois da sua criação, seja ainda evocada como a grande empresa que o Barreiro teve”, recorda.

O legado de Alfredo da Silva insere-se na estratégia que visa dotar o Barreiro de pólos de atractividade, nomeadamente na requalificação da praça central da cidade, dando uma maior “dignidade” à sua Estátua e à sua memória. “É incompreensível que não exista sequer uma explicação de quem foi Alfredo da Silva e qual foi a sua obra. Estamos também a falar de identidade”, adianta.

A requalificação deste espaço, juntamente com a dinamização do Mercado Municipal 1º de Maio e o comércio local, seria outro dos eixos a juntar à proposta de Bruno Vitorino para atrair visitantes para o Barreiro, sejam eles nacionais ou estrangeiros.

Para o candidato do PSD à Câmara Municipal, o roteiro turístico começaria na antiga estação ferro-fluvial “Sul e Sueste”, onde seria criado o “Barreiro Welcome Center”, passaria pela Rua Miguel Pais, por Alburrica, pela Quinta do Braamcamp, pela Avenida da Praia , Baía do Tejo e terminaria na Estátua Alfredo da Silva.

Para isso defende que sejam criadas todas as condições, que passam também pela recuperação dos imóveis devolutos na Rua Miguel Pais, Avenida da Praia e Barreiro Velho.

“Ao apresentarmos uma estratégia clara, os proprietários dessas casas, que investirem na sua recuperação, poderão depois transformar as mesmas em alojamentos locais, ou destiná-las a estudantes de Erasmus, transformando o que estava devoluto, numa fonte de receitas. Não temos preconceito em que os proprietários valorizem as suas habitações, antes pelo contrário. Quanto mais valor elas tiverem, mais regeneração urbana existirá”, conclui o candidato.

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