Vendas nas lotas do distrito de Setúbal subiram para 14,8 milhões

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Registo aumentou 6,7% no primeiro quadrimestre do ano, em relação ao período homólogo de 2016. Preço médio mais alto da região foi verificado na Costa de Caparica. Sesimbra foi a lota que mais pescado transaccionou a nível nacional

O primeiro quadrimestre do ano significou um aumento de 6,7% do valor de vendas de pescado na Docapesca do distrito de Setúbal, comparativamente com o período homólogo de 2016.

De acordo com a Docapesca Portos e Lotas S.A. “foram transaccionados 14,8 milhões de euros nas lotas da Docapesca do distrito de Setúbal entre Janeiro e Abril deste ano”, o que equivale a um “crescimento de 6,7% face ao período homólogo” do ano anterior, representando ainda “cerca de um quarto do total nacional”.

“No mesmo período e também em comparação com 2016, o volume aumentou 21,5%, para 6 823 toneladas, no distrito de Setúbal, representando 30,5% do total do País”, acrescenta a Docapesca.

O preço médio mais alto do distrito (€6,05) foi alcançado na lota da Costa de Caparica, superior em 4,9% face a 2016. Seguiram-se Fonte da Telha com €5,76 (+8,8%), Trafaria com €5,33 (+13,8%) e Setúbal com €3,42 (+18,9%). Sesimbra (€1,83) e Sines (€1,43) registaram os menores preços e um decréscimo de 16,2% e 14,9%, respectivamente. No entanto, segundo os mesmos dados, “Sesimbra foi a lota que mais pescado transaccionou a nível nacional, 4 169 toneladas, mais 25,7% do que em 2016, sendo a segunda em valor ao atingir 7,6 milhões de euros”.

“Quanto ao volume, no distrito de Setúbal, depois de Sesimbra surge Sines com 1 493 toneladas (+46,8%) e Setúbal com 666 toneladas (-10,3%). Costa de Caparica com 252 toneladas, registou uma quebra 7,9%, o mesmo acontecendo com Trafaria (141 toneladas, menos 8,8%) e Fonte da Telha (53 toneladas, menos 8,6%)”, esclarece a Docapesca.

Em termos de valor, Sines “cresceu 24,9%, para 2,1 milhões de euros, Setúbal teve um incremento de 6,7%, para 2,3 milhões, Sesimbra subiu 5,3%, para 7,6 milhões de euros, e Trafaria aumentou 3,8%, para 750 mil euros”. Costa de Caparica (1,5 milhões) e Fonte da Telha (307 mil euros) “registaram descidas de, respectivamente, 3,4% e 0,5%”.

Crescimento nacional foi de 17,8%

O pescado comercializado em todas as lotas da Docapesca nos primeiros quatro meses de 2017 atingiu o valor de 60,5 milhões de euros, o que representa “um aumento de 17,8% em comparação com o período homólogo do ano passado (51,4 milhões de euros)”. Este crescimento deve-se “ao aumento em 12,5% do preço médio, que subiu no primeiro quadrimestre do ano para 2,7 euros por quilo (mais 30 cêntimos) e também da maior quantidade de pescado, que passou de 21 398 toneladas para 22.398 toneladas (+4,7%)”, revelou a Docapesca a concluir.

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