Estacionamento à borla no Seixalinho já a partir do início de Junho [VÍDEO]

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Nuno Canta e Marina Ferreira rubricaram acordo em cerimónia apadrinhada pelo secretário de Estado Adjunto e do Ambiente

MÁRIO RUI SOBRAL

O estacionamento automóvel na zona de parqueamento junto ao terminal fluvial da Transtejo no Cais do Seixalinho vai passar a ser gratuito a partir do próximo dia 1 de Junho.

Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, e Marina Ferreira, presidente do Conselho de Administração da Transtejo, na presença do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, rubricaram nesta quinta-feira, 25, pela manhã, o protocolo que transfere a responsabilidade de manutenção do espaço para a autarquia por quatro anos – até 2021 – e a consequente gratuitidade do estacionamento automóvel no local para os utentes.

Isto, quando se cumpre “15 anos após a transferência do terminal fluvial do Cais dos Vapores para o Seixalinho”, conforme começou por vincar o presidente da Câmara.

Nuno Canta considerou o momento como “decisivo” e “histórico” para o Montijo e para a região. “Este protocolo ficará como mais um símbolo da modernização que queremos para o Montijo. Este é, sem dúvida, um acordo histórico que honra e transporta o nosso passado, mas que nos projecta a todos, nós montijenses, Governo e administração da Transtejo, no futuro”, disse o autarca montijense, depois de ter sublinhado que “a Câmara decidiu assumir a gestão do parque de estacionamento do Seixalinho e com isso democratizar o acesso do transporte fluvial como serviço gratuito de estacionamento”.

Para o presidente da autarquia, a decisão tomada assume “um alto significado simbólico” e reveste-se de “um valor pedagógico nos transportes públicos metropolitanos”.

“A gratuitidade do estacionamento no Cais do Seixalinho marca o início de um novo ciclo nas políticas públicas de transporte, no ordenamento do estacionamento e na ligação fluvial a Lisboa”, considerou.

Já se trabalha no aumento da oferta com aeroporto debaixo de olho

Marina Ferreira salientou o “trabalho de recuperação de uma ligação antiga e tradicional, vital para o bom funcionamento das duas margens do Tejo”, que está a ser desenvolvido e aproveitou a ocasião para justificar os problemas ocorridos recentemente com as carreiras fluviais.

“Infelizmente nos últimos anos houve aqui alguns incidentes de percurso que fizeram com que, ainda esta semana, a qualidade do serviço que a Transtejo gostaria de continuar a oferecer e que se preza de vir a voltar a oferecer à população do Montijo não tenha sido assegurado”, defendeu.

“Tivemos um imprevisto num navio, do ponto de vista da operacionalidade, e durante algumas horas a oferta esteve reduzida em 50 por cento”, adiantou, realçando que a empresa está “profundamente empenhada” em evitar situações idênticas de futuro.

Após a assinatura do acordo, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, por entre rasgados elogios à “visão multi-modal da mobilidade” de Nuno Canta, admitiu que a situação que existia de estacionamento pago “era pouco desejável”.

“Chegámos a uma solução que interessa às pessoas. É para as pessoas que trabalhamos, é para as pessoas que estamos na política ou nas empresas públicas”, afirmou, ao mesmo tempo que vincou que o transporte fluvial foi alvo de um “grande desinvestimento” ao longo dos anos, nomeadamente na manutenção das embarcações.

O governante salientou ainda que a localização do novo aeroporto no Montijo permitirá “trabalhar sobre a frota da Transtejo e da Soflusa”. Homogeneizar a frota e aumentar a oferta é uma proposta prevista apresentar até ao final do ano.

A gralha de Marina Ferreira

A presidente do Conselho de Administração pretendia dizer que a Transtejo tudo está a fazer para impedir que situações anómalas possam acontecer no serviço das carreiras, mas acabou por cometer uma gralha, afirmando precisamente o contrário. “Infelizmente não podemos, ainda hoje, garantir que tal não sucederá. O que podemos é expressar publicamente que tudo estamos a fazer para que rapidamente estes imprevistos e estas situações inesperadas aconteçam”, declarou inadvertidamente, acrescentando o objectivo de a empresa garantir “um serviço público previsível, regular e universal”.

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