Vítor Proença confiante de que Alcácer do Sal vai continuar a sorrir à CDU [VÍDEO]

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Autarca diz que com a gestão comunista o concelho “começou a mexer”, promete uma campanha “pela positiva” e avisa que “por um voto se ganha”

 

“Temos que continuar a colocar Alcácer a sorrir, de orgulho na sua história e no seu tempo”. Foi com esta frase que Vítor Proença, presidente do município de Alcácer do Sal, eleito pela CDU, concluiu no sábado a apresentação da recandidatura a um segundo mandato na autarquia.

Perante uma assistência que encheu a Sociedade Filarmónica Visconde Alcácer, defendeu a necessidade de continuar o trabalho iniciado há quatro anos, disse acreditar que “vamos vencer” e avisou que a candidatura deve “não seguir ideias anestesiantes de que ‘está ganho´” porque “por um voto se ganha, por um voto se pode eleger mais eleitos”.

Vítor Proença começou por fazer um balanço do primeiro mandato, considerando que “muito mudou” e que “Alcácer passou a ter outra vida, começou a mexer”.

“Encontrámos uma cidade transformada num estaleiro, com vedações de arame ao longo da marginal, moribunda na restauração, com a espetacular pousada do castelo prestes a fechar portas e com uma onda de pessimismo e de autoestima negativa muito acentuada entre as pessoas”, disse o candidato comunista.

O autarca afirmou que “com a mudança” acelerou-se o fim das obras, melhorou o possível, como a substituição das ‘patas de cavalo’ por pilaretes, e que a nova gestão, “tecnicamente mais preparada”, apostou na promoção do concelho, tanto no turismo como na captação de investimento, tendo conseguido “quase duas dezenas de novos investimentos agroalimentares, já em curso, novas unidades hoteleiras de grande qualidade (em Alcácer, Comporta e Torrão)”.

O presidente recandidato disse ainda que o primeiro mandato comunista pagou quase um milhão de dívidas da Câmara “que estavam escondidas”, concluiu o Centro Pré-Escolar “mais moderno do país”, deu “outra vida” as festas do concelho, como a Pimel e a feira do Torrão, resolveu o problema da empresa municipal EMSUAS, integrando os trabalhadores “que quiseram”, e obteve 10 milhões de euros de fundos comunitários.

Para o futuro, Vítor Proença prometeu “tirar partido” do novo PDM, que está em fase de conclusão e que aponta novos caminhos, como a aposta na agricultura biológica em zonas da Rede Natura, requalificar a cidade histórica através da Área de Reabilitação Urbana aprovada e co-financiada e qualificar a zona do parque de feiras e da praça de touros.

A inauguração do Museu Pedro Nunes, em 2018, é outro objectivo anunciado pelo candidato da CDU que assegurou ainda “empenho” para trabalhar “com as três bandas no sucesso de uma candidatura da música Filarmónica a Património da Unesco”.

Vítor Proença prometeu uma campanha eleitoral “pela positiva” e com a substituição do actual lema “Alcácer com Vida” por um novo “Alcácer tem vida” porque, segundo o autarca, hoje Alcácer já tem vida.

A apresentação da candidatura contou com a presença de Carlos Gonçalves, da direcção nacional do PCP, estando prevista a vinda do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, a Alcácer do Sal em Junho, quando a CDU apresentar publicamente o programa eleitoral.

O dirigente nacional disse que “a CDU deu provas em Alcácer do Sal” e, num longo discurso, entre muitas outras coisas, criticou o plano de descentralização proposto pelo Governo PS.

“Não é aceitável”, disse Carlos Gonçalves, falar-se em descentralização “ignorando” as limitações financeiras das autarquias, “ignorando” a criação das regiões administrativas e “não é sério” falar em descentralização recusando a reversão da fusão de freguesias.

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