Transportes Colectivos do Barreiro disponíveis para alargar funcionamento a outros concelhos

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O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, afirmou que os Transportes Colectivos do Barreiro estão disponíveis para analisar o seu alargamento a outros concelhos na região de Setúbal.

“Estamos disponíveis para ponderar todas as soluções para os TCB. São um grande serviço e se puder ser estendido a outros municípios, discutamos e analisemos, mas estamos disponíveis”, disse o autarca, na apresentação do Estudo de Mobilidade Intermunicipal, que decorreu no Barreiro.

Os Transportes Colectivos do Barreiro são um serviço municipalizado da autarquia que fazem ligações no interior de todo concelho e também a algumas zonas do concelho vizinho da Moita.

Carlos Humberto referiu que devido à necessidade de contratualização dos transportes até Dezembro de 2019, os municípios têm que decidir, no máximo, até ao final do ano, sobre quais as suas intenções.

“Os operadores internos não têm que fazer proposta, mas terá que ser uma decisão tomada até Dezembro sobre o seu papel e os municípios estão a reflectir. Vão existir eleições autárquicas, mas existem muitas reivindicações para os TCB irem lá de outros concelhos da região. Estamos a ponderar”, defendeu.

Lacunas nas ligações transversais entre os municípios 

O Estudo de Mobilidade Intermunicipal, que envolveu os concelhos do Barreiro, Moita, Sesimbra, Palmela e Seixal, concluiu a importância do transporte fluvial e a necessidade de existiram mais ligações transversais entre os municípios do Arco Ribeirinho Sul.

Segundo explicou Bruno Simões, um dos responsáveis pela apresentação do estudo, este foi iniciado numa altura em que existiam grandes projectos anunciados para a região, como a Terceira Travessia do Tejo, mas que “as premissas passaram a variáveis com a suspensão dos projectos”.

“O que fizemos foi criar um quadro de referência estratégico, num modelo que varia consoante sejam ou não feitas infraestruturas. A Terceira Travessia sobre o Tejo, a ligação Barreiro/Seixal ou o alargamento do Metro Sul do Tejo estão no estudo, mas podem ser acrescentadas infraestruturas. O plano define o que pode acontecer se determinado projecto avançar”, defendeu.

As autarquias de Palmela, Moita e Sesimbra lamentaram a ausência de transportes públicos para responder as necessidades em todas as áreas dos seus concelhos e alertaram para a importância de aspectos como o estacionamento.

Durante a sessão, o facto de os transportes estarem configurados para garantir os acessos a Lisboa, com as ligações internas a serem muito penalizadas foi também focado, quer pelo autarca do Seixal, quer pelo responsável pelo Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, que adiantou que a Península de Setúbal “não tem um sistema integrado de transportes”.

Demétrio Alves, primeiro Secretário Metropolitano da AML, anunciou que um novo sistema de tarifário quantificado na AML “sobre quem paga o que” vai estar pronto em breve, referindo que é um sistema bilhético “mais amigável do utente e com mais estabilidade”.

O responsável disse ainda que, na sua opinião, se deveria criar um sistema de transportes colectivos internos no arco ribeirinho.

Contratualização dos transportes concluída até dezembro de 2019

Já João Carvalho, presidente do Conselho de Administração da Autoridade Metropolitana dos Transportes, alertou para a o facto de os transportes terem que estar contratualizados até Dezembro de 2019, explicando que o processo demora tempo e que o país “pode sofrer penalizações” se não cumprir os prazos.

Também o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, abordou este tema, considerando que é um desafio “difícil de cumprir, mas possível”.

“Não pode passar de Dezembro, tem que ser feito este ano. É um desafio grande e que tem que ser cumprido com rapidez. Apelo aos autarcas e à Área Metropolitana nesse sentido. Quanto aos operadores internos, eles têm que definir qual vai ser o seu papel”, salientou.

O ministro deixou elogios aos Transportes Colectivos do Barreiro e referiu que todas as candidaturas a fundos comunitários para renovação de frotas estão em condições de serem aprovadas.

“As empresas de transportes colectivos, públicas e privadas, responderam bem ao aviso do governo para a aquisição de viaturas. Foi uma resposta positiva e uma das que se destaca são o TCB, que propõe a renovar toda a sua frota por veículos a gás, com a aquisição de 60 veículos”, defendeu.

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