PJ conclui investigação sobre mulher suspeita de burla de 215 mil euros

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Paula Oliveira deverá ter de responder judicialmente. É suspeita de ter burlado cem clientes ao serviço da agência de viagens “Pacote de Glamour Viagens e Turismo, no Montijo

A Polícia Judiciária revelou esta terça-feira, 9, que concluiu e já enviou para o Ministério Público a investigação em torno de Paula Oliveira, a mulher de 33 anos que foi detida em Fevereiro passado por suspeita de ter burlado em 215 mil euros uma centena de pessoas, enquanto gerente da agência de viagens “Pacote de Glamour Viagens e Turismo” no Montijo. A mulher deverá ter de responder judicialmente.

A investigação foi iniciada “há menos de um ano” pela Polícia Judiciária (PJ), que, através do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal, concluiu agora o processo “por suspeita da prática do crime de burla qualificada”, indica aquela força de autoridade em comunicado.

“A investigação, ora concluída, foi remetida ao Ministério Público com 98 inquéritos incorporados, mais de cem volumes e apensos e igual número de lesados, dos quais apenas 18 foram ressarcidos, através do fundo de garantia do Turismo de Portugal”, adianta a PJ.

Durante a investigação, a PJ apurou que uma centena de clientes, durante o ano de 2016, foi aliciada por Paula Oliveira, enquanto gerente da referida agência de viagens que foi declarada insolvente e que funcionava em espaço junto a uma das entradas do Modelo Continente na cidade montijense.

Lesados chegaram a concentrar-se junto à porta da antiga agência

Os clientes que contrataram pacotes de férias, nalguns casos, nunca puderam usufruir dos serviços. “A autora apropriou-se inteiramente dos valores entregues por alguns desses clientes, enquanto outros se viram confrontados, chegados aos locais de destino, com a falta de reserva de alojamento e com voos de regresso não liquidados, sendo obrigados a suportar os inerentes custos”, acrescenta a PJ no mesmo comunicado, lembrando a concluir: “A autora, que foi detida e sujeita a primeiro interrogatório judicial no passado dia 24 de Fevereiro, logrou apropriar-se de valores que rondam os 215.000 euros com os quais se locupletou.”

Detida à noite a trabalhar num “call center” na zona norte do País

Paula Oliveira, tal como o DIÁRIO DA REGIÃO já havia noticiado oportunamente, foi presente a tribunal a 24 de Fevereiro, tendo ficado sujeita a apresentações periódicas nas autoridades, na zona onde actualmente se encontra(va) a residir.

“Ficou sujeita a apresentações trissemanais em Vouzela, onde estava a residir e a trabalhar”, disse então fonte da PJ de Setúbal ao DIÁRIO DA REGIÃO, confirmando ainda que a detenção foi efectuada na zona de “Viseu, à noite”, quando a mulher, se encontrava a trabalhar num “call center”.

A mesma fonte adiantou ainda ao DIÁRIO DA REGIÃO, na altura, que a Judiciária nunca avançou com a hipótese de Paula Oliveira ter fugido para o Brasil. “Nunca divulgámos que a detida tivesse saído do País”, vincou a fonte da PJ.

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