No capricho de não dispensar uma opinião

Opinião

Uma simples reportagem jornalística diria que de novo o Refeitório dos Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal acolheu, a 28 de Abril, um almoço-convívio comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril, por iniciativa da Direcção da Associação dos Trabalhadores dos Serviços Sociais do Município.

  Perante cerca de 200 presenças, coube a Almira Santos, Presidente desta, fazer a apresentação das intervenções que antecederam a partilha do bolo de parabéns.

A seu lado estiveram membros dos ORT’s, entre os quais João Barata, da Comissão Sindical (STAL), que não deixou de assinalar aquele mesmo dia como o Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, os Presidentes da Junta de Freguesia da Amora e da União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Paio Pires, e os Presidentes da Assembleia e da Câmara Municipal.

Joaquim Santos, Presidente da edilidade, o segundo orador, evocou as “Portas que Abril Abriu”, de Ary dos Santos, e não escondeu orgulho em caracterizar a participação do concelho no Desfile do 25 de Abril, em Lisboa, dada a expressiva correspondência dos munícipes ao Apelo da Comissão Promotora e a diversificada composição de elementos de animação, quer de carros alegóricos, quer de grupos musicais que percorreram a Avenida da Liberdade, como “uma manifestação dentro da manifestação”.

A encerrar a iniciativa falou então o Comandante Almeida Moura, Militar de Abril, em representação da Associação Conquistas da Revolução.

Recordou o papel do General Vasco Gonçalves no período que restará como um dos mais exaltantes da História secular de Portugal, aquele que antecedeu a Revolução dos Cravos com a tomada de consciência dos militares e, no tempo que haveria de lhe caber, a Aliança Povo-MFA saída à rua, a qual a recuperação capitalista, latifundiária e imperialista coerentemente definiu como o inimigo número um a abater o mais depressa possível

O papel dos trabalhadores na defesa do Poder Local Democrático, dos seus direitos e na melhoria das condições de vida das populações foi elemento comum, com o apelo a nova participação nas Comemorações do 1º de Maio da CGTP-IN, elas também as 43ªs em Liberdade!

Agora, como que, enfim, opinião, a de Almeida Moura: “Comemorar o 25 de Abril é sempre uma convocatória a cada um de nós, termos presente ou procurarmos saber de onde viemos, quem somos, para onde vamos”.

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