ALCÁCER DO SAL Colmeias junto a casas incomodam Arez

Local C

Morador colocou colmeias em local de passagem de crianças e idosos. Vizinhos queixam-se

Duas colmeias colocadas por um morador na Rua Catarina Eufémia, em Arez, localidade rural do concelho de Alcácer do Sal, estão a incomodar alguns residentes.

Um dos habitantes, que prefere manter o anonimato, publicou uma carta no correio do leitor do DIÁRIO DA REGIÃO, onde alerta para a situação.

“Um morador colocou duas colmeias activas juntos as casas (como é isto possivel?), num local onde andam crianças a brincar a dois ou três metros das abelhas , e idosos com fraca mobilidade.”

Segundo a mesma fonte, a contestação não é feita mais abertamente por tratar-se de um meio pequeno, em que as pessoas têm receio de falar. Nos meios pequenos é esse o problema”, diz o referido morador, acrescentando que a situação já foi reportada às autoridades.

 

5 comments

  1. Nos dia de hoje como pode isto acontecer ???? Como pode os vizinhos consentirem esta situação ???? Tem o tal provérbio bem antigo ” Quem cala consente “

  2. a lei e muito simples…. tem de estar as 200 metros de caminhos ou estradas e de casas….
    quem quiser agir, basta denunciar as autoridades…. elas trataram do resto…. ate porque e obrigatório ter as colmeias registradas ,….

  3. Diz o povo que “quem cala consente”, porque a falta de resposta ou de reacção dá ao outro espaço para decidir e agir a seu belo prazer.
    Sinónimo de consentimento, silenciar significa demitir-se de agir no momento adequado, porque na maioria dos casos, quem não toma posição perante decisões ou opiniões com as quais não concorda, é o primeiro a murmurar o seu desagrado, quando já nada se pode fazer. Afinal, há muita raiva e muita mágoa escondida por detrás do silêncio. Há muita revolta e oposição engolida, em palavras não ditas.
    Mas, quem é que está disponível para “comprar uma briga” ou uma contenda? É muito mais fácil calar. Um bom remédio para engolir uma opinião contrária, é deixar passar a vontade de reagir. Há quem diga que o tempo tudo “cura” e até faz mudar de opinião. Quem sabe, amanhã até acabamos por concordar!
    Quem cala consente, ou não sente o suficiente para reagir. Porque, quando não se fala não é apenas a voz que se silencia, é a alma que se abafa. E se a alma se ressente então é porque o que está em causa são princípios, valores.
    É a este nível que o silêncio pode ser comprometedor e sinónimo de paz podre, porque ausência de ética e de princípios.
    Ser membro activo de uma sociedade não é entregar um cheque em branco aos políticos, aos chefes das empresas, aos professores ou mesmo aos pais, como se o facto de terem sido escolhidos ou ocuparem um determinado lugar lhes concedesse o poder de tudo decidir pelos outros.
    Em democracia, o facto de, por exemplo, se poder escolher um presidente de governo ou de câmara, não significa que os cidadãos se demitam de dar opinião ou de reagir às suas decisões erradas. Seja através das organizações de trabalhadores, de associações, ou simplesmente como cidadãos conscientes, em democracia todos têm o direito e, sobretudo, o dever de estar atentos ao modo como os responsáveis pela governação, pela educação, ou por qualquer outra área de influência, se apropriam do poder que lhes foi concedido.
    Se não concordamos, porque o que está em causa são princípios, então silenciar é demitir-se do dever de cidadania, ou seja, do dever de participar na vida da comunidade a que se pertence. E, demitir-se hoje, é comprometer o amanhã.
    Em muitas áreas é cada vez mais usual chamar os cidadãos para que se pronunciem sobre políticas públicas: ouvem-se as famílias que são realojadas num programa de habitação social, os beneficiários que são objecto de uma medida de protecção social, os utentes que utilizam um serviço público, os consumidores que frequentam estabelecimentos comerciais. O “livro de reclamações”, presente em todos os estabelecimentos, é um dever de quem serve a comunidade e um direito que assiste a cada cidadão, para poder reagir ao que não concorda ou sugerir melhorias na prestação de serviços.
    Mas, onde fica o livro de reclamações que permite registar opiniões contrárias a obras despropositadas que ofendem a história da comunidade, alteram o quotidiano e comprometem as referências dos seus habitantes? Perante “factos consumados”, muitas vezes, o cidadão acaba por calar a voz a que tem direito. Murmura pelos cantos um descontentamento, que o tempo acabará por diluir numa memória desvanecida, ou, por exemplo, preso no trânsito caótico de uma cidade esventrada, descarrega sobre o condutor da frente, a discórdia que não verbaliza publicamente.
    Quem cala, consente que o futuro que terá amanhã não tenha nada a ver com aquele que sonha hoje.
    Mas “paciência”! É a vida! Quem cala consente

  4. Porque vivemos num país que progrediu em tudo menos na mentalidade, continua a ser tacanha e muito limitada. Agora isto refletido na sociedade e nao numa escala local, de um meio pequeno, é o exemplo do “faço o que quero e estou-me a lixar para os outros!” Pequenos mas frustados reis de aldeia.

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