PCP lamenta falecimento de mulher de luta aos 91 anos

Sisaltina Santos nunca abdicou da luta pelos ideais comunistas
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Funeral de Sisaltina Santos realiza-se hoje pelas 19h00. O velório decorre na Casa Mortuária do Cemitério Municipal de Sines

O Secretariado da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP anunciou ontem o falecimento da militante Sisaltina Maria dos Santos, que tinha 91 anos. O velório está a decorrer esta segunda-feira desde 10h30 na Casa Mortuária do Cemitério Municipal de Sines, sendo que o funeral “está marcado para as 19h00”.

Sisaltina Santos, nascida a 5 de Abril de 1926, “foi costureira de profissão, membro do partido desde jovem, passou à clandestinidade em 1947, com o marido, Américo Leal, e o filho mais velho”. “Durante 25 anos assumiu tarefas da maior importância, assegurando casas e tipografias clandestinas do PCP em todo o País, do Algarve à margem sul, do Ribatejo ao Alentejo, do Centro à Beira Alta e da Beira Baixa ao Porto”, lembra a DORS no mesmo comunicado.

Foi presa em Dezembro de 1958, no concelho da Covilhã, com o filho mais novo, que tinha na altura dois anos, tendo estado ambos um ano presos em Caxias. Numa edição do jornal Avante! de Abril de 1959, o nome da Sisaltina está entre os das mulheres presas pelo fascismo ‘que se negaram a abdicar da sua qualidade de mulheres honradas e fieis ao seu povo e à luta contra Salazar’”, acrescenta o PCP.

Após o 25 de Abril de 1974, Sisaltina Santos “integrou a célula de apoio à DORS, desempenhando sempre com rigor e combatividade as tarefas que lhe foram confiadas”, realça o partido, concluindo de seguida: “A camarada Sisaltina, militante comunista, dedicou a sua vida à causa revolucionária do seu partido de sempre, pela emancipação dos trabalhadores e do povo, pela democracia e a liberdade, pelos valores de Abril no futuro de Portugal, pelo socialismo e o comunismo.”

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