Atelier Digital da Google forma mais de cem pessoas no Instituto Politécnico

ATELIER DIGITAL. Politécnico de Setúbal recebeu apresentação oficial do projecto em Dezembro
Sociedade B

Participantes das áreas de Marketing, Recursos Humanos e Turismo encontram na formação presencial da Google uma forma de valorização profissional e de aprendizagem de novas competências

 

Mais de cem de pessoas participaram na formação presencial do Atelier Digital da Google que teve lugar na Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), dada por formadores portugueses especialistas em várias áreas. O balanço feito pelos responsáveis da Google e pelos participantes, ao fim dos três dias de formação, foi “muito positivo”.

A formação teve lugar no auditório principal daquela escola e André Novais de Paula, responsável de Estratégia Criativa na Directimedia e docente no IPAM, foi o terceiro orador a subir ao palco. A ordem de trabalhos incidiu em optimização para motores de pesquisa (SEO), marketing para motores de pesquisa (SEM), marketing nas redes sociais e mobile, análise de Web e Internacionalização.

São conteúdos vocacionados para a economia digital e por isso indispensáveis a quem está a pensar fundar um negócio ou quer alavancar algum nas redes sociais, por exemplo. A ideia é que todos percebam “quais são as áreas em que os negócios têm de apostar para se conseguir promover em termos digitais”. “A nossa vida é cada vez mais digital e ignorar isso é arriscadíssimo”, enfatizou o formador.

A aposta no chamado e-commerce foi algo que cativou Eunice Duarte, 36 anos, estudante da pós-gradução de Marketing Turístico no Instituto Politécnico. “Especialmente perceber que um negócio local tem um potencial enorme através da Internet e que eu à partida não achava tão abrangente”, contou em conversa com o DIÁRIO DA REGIÃO num dos intervalos da formação, sexta-feira de manhã.

Eunice, que dá aulas sobre Serviço, Restauração e Bar numa escola secundária em Setúbal, não hesitou em fazer “um balanço muito positivo” do curso, considerando que a formação do Atelier Digital da Google foi “uma mais-valia” porque “o mercado continua a privilegiar mais tudo o que é presencial”.

As vantagens da formação presencial, certificada pela Google em conjunto com o IPS, são reforçadas por André Novais de Paula tendo em conta a “chance de interacção directa” com a audiência, que coloca bastantes questões e comentários, e a experiência profissional do painel de formadores – em que participam também Virgínia Coutinho, Senior Director, Global Marketing Management na Socialbakers e Marco Gouveia, consultor e actualmente Digital Marketing Director em portais de e-commerce.

“As pessoas encaram isto realmente como algo que pode ajudar a alavancar as suas carreiras profissionais”, acredita o formador. E foi nessa perspectiva que Miguel Paulino, 23 anos, decidiu inscrever-se. “O mercado de trabalho e as empresas valorizam muito esta parte do Marketing Digital, e eu, sendo licenciado em Marketing, achei que dava muito valor ao meu currículo ter esta formação”, revelou este ex-aluno do IPS.

ADESÃO. Formação presencial atraiu 123 formandos ao Instituto Politécnico de Setúbal

Já Michael Mesquita, 25 anos e licenciado em Recursos Humanos também na ESCE, participou numa posição diferente, uma vez que tomou contacto com uma área que não domina. “Acredito que vá fazer a diferença no meu local de trabalho. Há uma tendência cada vez maior de os recursos humanos se digitalizarem e é importante estarmos atentos a essa vertente”.

A formação presencial do Atelier Digital da Google no Instituto Politécnico de Setúbal contou com 123 participantes e o balanço é “muito positivo”, segundo as palavras de Ana Ravara Bello, coordenadora do projecto Atelier Digital em Portugal.

A Google já formou 15.019 portugueses desde que o projecto foi lançado no início de Dezembro de 2016, com 23 módulos de aprendizagem que qualquer pessoa pode realizar gratuitamente, em qualquer ponto do país e ilhas, mediante inscrição no site do Atelier Digital.

Iniciativas como esta ganham especial importância num quadro em que se verifica que mais de metade dos portugueses não tem as competências digitais básicas e tendo em conta que em 2020 “haverá quase 800 mil empregos por preencher por falta de competências digitais”, de acordo com a Comissão Europeia.

Depois de passar por Setúbal, Aveiro e Leiria, a formação presencial do Atelier Digital segue para Lisboa e Porto ainda este semestre. Paralelamente continua a decorrer a formação online, também gratuita, e certificada pela Interactive Adverstising Bureau (IAB) Europe.

 

Fotos: Google Portugal

Deixe uma resposta