Aeroporto do Montijo e as trapalhadas de Nuno Canta

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O recente debate televisivo sobre o novo aeroporto que ocorreu no programa da RTP 1 Prós e Contras ficou marcado por dois factos relevantes, a saber:

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1- O actual presidente de Câmara Nuno Canta chamado a pronunciar-se sobre os méritos da opção Montijo balbuciou umas coisas, sem sentido, ao ponto da jornalista lhe ter retirado a palavra e não mais a conceder;

2- O presidente da Câmara de Montijo Nuno Canta, segundo se sabe, foi à última hora retirado do painel e substituído pelo Ministro Pedro Marques;

Estes dois episódios revelam que não só o Partido Socialista não confia nas capacidades políticas do actual presidente Nuno Canta como essas incapacidades ficaram bem expressas na sua única e infeliz declaração tida no referido programa televisivo.

Se Nuno Canta estivesse devidamente preparado para defender a construção do aeroporto no Montijo teria dito que a opção Montijo é a que mais defende os interesses nacionais, da região e do Montijo porquanto: É um investimento muito menor e inteiramente suportado pela ANA,   a Base do Montijo está próxima de Lisboa,  há fáceis acessos à Ponte Vasco Da Gama, o uso da Base permite duplicar a capacidade do aeroporto, a Ponte Vasco da Gama permite acomodar todo o novo tráfego,  irão ser criados milhares de novos postos de trabalho com enorme impacto no concelho do Montijo e concelhos vizinhos,  este novo equipamento permitirá aumentar consideravelmente o investimento privado no Montijo e restantes concelhos, etc, etc.

Mas as trapalhadas de Nuno Canta sobre esta matéria não ficam por aqui! Não podemos esquecer que pelo menos até finais de 2014 o actual presidente foi um fervoroso opositor da actual solução Montijo tendo, entretanto, mudado de opinião sem qualquer explicação e que em 2015 o então Governo propôs à Câmara Municipal de Montijo a assinatura do memorando de entendimento sobre o aeroporto na Base de Montijo mas, por razões ainda não totalmente esclarecidas, Nuno Canta não assinou o memorando de então mas aceitou que o actual memorando fosse assinado em 2017 entre o Governo e a ANA sem a participação da Câmara de Montijo. Ou seja, Nuno Canta não só contribuiu para atrasar o processo dois anos como aceitou que a Câmara de Montijo fosse afastada do processo pelo actual governo Socialista.

Ficam as perguntas: Como podemos confiar nas capacidades de Nuno Canta para liderar aquele que poderá vir a ser o maior investimento das próximas décadas se nem o seu próprio partido e Governo socialista confiam? Como podemos confiar em Nuno Canta quando este revela tanta impreparação?

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