Os três Bispos de Setúbal em Missa Crismal na Sé de Setúbal [FOTOS]

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D. José Ornelas, D. Gilberto Canavarro dos Reis e D. Manuel Martins juntos. Cerimónia ficou marcada pelo adeus anunciado por D. Manuel Martins, que completou 90 anos no dia 20 de Janeiro

D. José Ornelas, Bispo de Setúbal, teve a companhia dos antecessores D. Gilberto Canavarro dos Reis e D. Manuel Martins, Bispos eméritos, para celebração conjunta da Missa Crismal com todo o clero da diocese, na Sé setubalense. A Missa Crismal teve lugar esta quinta-feira, 13, reunindo os três Bispos de Setúbal, com D. Manuel Martins a anunciar que esta terá sido a sua última participação numa Eucaristia.

“Caríssimos D. Manuel e D. Gilberto, quero exprimir-lhes a grande alegria da nossa comunidade, com os seus religiosos e religiosas, os seus diáconos e presbíteros, por terem aceite o convite que vos dirigi, pois é convosco que esta família se encontra completa. Na procissão de entrada, ao ver a aclamação do povo pela vossa presença, o meu coração encheu-se de alegria. Esta é a nossa família, a família que Deus quer nesta Igreja de Setúbal”, disse D. José Ornelas durante a celebração, numa altura em que a Diocese continua a assinalar o biénio dedicado à Família.

“O bispo e os presbíteros têm um papel fundamental na unidade e coesão da família de Deus, em cada Igreja local e universal. Um dos maiores pecados que podemos cometer é o de nos isolarmos, como se fossemos donos daquilo que Deus nos confiou, ou de dividirmos a família de Deus, dividindo-nos entre nós”, afirmou, realçando a importância da união.

“Não se trata simplesmente de um acordo de cavalheiros sobre a forma de administrar e orientar as paróquias ou a diocese. Trata-se de manter viva e unida a Igreja. Essa é uma função essencial do nosso ministério e uma responsabilidade que temos juntos, bispos e presbíteros: manter unida a família do Senhor”, adiantou D. José Ornelas.

D. Manuel Martins despediu-se

No final da Eucaristia, D. Manuel Martins, o primeiro Bispo de Setúbal, que celebrou 90 anos de vida no passado dia 20 de Janeiro, salientou que “tudo na vida é um dom de Deus” e deixou um adeus.

“Este pensamento inimaginável de Deus ao episcopado foi um dom grandiosíssimo que nunca esperei. Um dom de Deus que consistiu em estar nesta diocese. O primeiro bispo de uma diocese criada. Uma graça tão grande que o tempo que já vivi e o tempo que me resta não chegarão para eu agradecer esta graça tão grande. É a última vez que, com certeza, estarei convosco. Quero pedir todas as graças a toda a diocese, para o seu Bispo, para o seu povo tão bom, para o seu clero tão grandioso, para o Seminário, para as instituições religiosas. Enfim, para todos”, frisou aquele que ficou também conhecido na história portuguesa como o Bispo Vermelho.

Já D. Gilberto dos Reis, que actualmente reside no Porto, admitiu que naquela cidade faz algo todas as semanas que, permanecendo em Setúbal, não seria possível: “Duas vezes por semana, atendo de confissão. Foi um serviço que sempre gostei e que agora posso fazer. E todos os dias vos lembro e rezo por vós. Rezai também por mim. Que sejais o povo que vive aquilo em que acredita, evangelizador, e que as pessoas olhando para vós possam encontrar Jesus.”

Fotos: Diocese de Setúbal

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