ANA TAPADINHAS: Divórcio inesperado acaba em livro

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Montijense apresenta “Devaneios de uma Divorciada”. A obra, que esteve durante anos a marinar na gaveta, vai ser lançada no próximo dia 29, na Galeria Municipal do Montijo, terra-mãe da autora

É “montijense de gema”, nascida e criada que foi na cidade outrora conhecida como Aldeia Galega. É analista de controlo de qualidade e professora particluar. Aos 39 anos, prepara-se para lançar a obra intitulada “Devaneios de uma Divorciada”, um livro com a chancela da Chiado Editora que marca a estreia de Ana Tapadinhas na “esfera global” de autores, embora já tenha publicado no ano passado um… poema.

O lançamento do primeiro livro de Ana Tapadinhas está agendado para o próximo dia 29, a partir das 15h30, na Galeria Municipal do Montijo. A autora montijense, que se apaixonou pela escrita desde os tempos de infância, dá a conhecer um pouco da génese da obra e explica o porquê de um título tão apelativo. “O título… mudei de título umas quantas vezes pois nenhum me parecia ‘perfeito’’”, revela.

Esta é uma estreia no “mundo literário” ou já tem outras obras publicadas?

É o primeiro livro que publico embora tenha um poema publicado na VII Antologia de Poesia Contemporânea ‘’Entre o Sono e Sonho’’, 2016

Quando nasceu a paixão pela escrita?

A minha paixão pela leitura nasceu quase comigo. Aprendi a ler/escrever muito cedo (aos quatro anos) e com cinco anos já lia na missa ao domingo (a minha mãe era catequista e levava-me com ela). Aos sete anos comecei a ler livros mais complexos, como “Odisseia’” e “Ilíada” de Homero, mas apenas aos 12 anos comecei a escrever, sobretudo poesia.

Qual o género literário do livro, como o define?

Não posso definir o género pois é uma mistura de muitos géneros. São crónicas, poemas, críticas, sinopses, frases que gostei, desabafos… desde que me divorciei, até voltar a ser ‘’eu’’ novamente.
Não é ficção, é real mas não é depressivo, até porque, tem momentos muito bons vividos pelo caminho e alguns textos com ‘’piada’’.
Basicamente, é a prova de que, por muito mal que estejamos, por mais que nos apeteça desistir, havendo saúde, amigos e uma réstia de força, podemos tudo o que realmente quisermos – e eu quis ser feliz!

Como eu coloquei na sinopse:

”É uma espécie de qualquer coisa!
É uma partilha de experiências reais; a prova de que tudo é cíclico. Hoje sorrimos, amanhã choramos mas está tudo bem! Somos temperamentais.
É a não acomodação, a não aceitação daquilo que nos faz mal e o desejo de ser feliz!
É o quase desistir mas continuar!
É o persistir, insistir, até encontrarmos o nosso ‘’bem-estar’’!
É a certeza de que somos, indubitavelmente, mais fortes do que julgamos ser!”

Porquê o título “Devaneios de uma divorciada”?

O título… mudei de título umas quantas vezes pois nenhum me parecia ‘’perfeito’’. Entretanto guardei o livro na gaveta durante uns anos e, quando o resolvi tirar (em Dezembro passado) surgiu naturalmente: Falo sobre desejos, sonhos, ilusões, desilusões… devaneios. E o que sou eu? Divorciada. Devaneios de uma Divorciada!

A ideia para escrever este livro nasceu de algum “devaneio”?
Não. Escrever foi o que me ancorou à Terra após um divórcio inesperado. Partilhar acontecimentos, pensamentos, excertos de livros, poesia e, até mesmo, pequenas graças. Então criei um “blog” para o fazer.

Uns tempos depois uma amiga perguntou-me: Por que não pegas nisto tudo e escreves um livro?!
Fui maturando a ideia, compilando textos e cá está ele!

Já tem em mente algum outro projecto futuro?

Já estou a trabalhar no próximo (muito mais divertido, embora este tenha partes engraçadas) mas tanto posso acabá-lo num mês como num ano ou mais… falta-me tempo e, às vezes, disposição para escrever.

One comment

  1. Fui ao lançamento do livro e, depois, já o li de ponta a ponta. Na verdade a miúda escreve bem, e não digo isto por razões sentimentais, pois é minha sobrinha, mas pela autoridade que me assiste de ter sido durante algumas dezenas de anos professor de português. Um estilo muito próprio, uma escrita suave e muitas vezes profunda. Muitos Parabéns!

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