Actividade Portuária no Barreiro apresentada às escolas

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O presidente da CMB, Carlos Humberto, e os Diretores da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, Pedro Ferreira, e da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, Pedro Leite da Silva, conversaram com os seus alunos e docentes sobre a Actividade Portuária no Barreiro, no auditório da EST.

No início da Sessão, o presidente referiu a satisfação em dialogar com os mais jovens sobre o futuro do Concelho.

O maior problema do Barreiro e do País é, na sua opinião, o desemprego. “É preciso criar riqueza. Estamos à procura de projectos para reaproveitar o território com 400 hectares gerido pelo Estado” (no parque empresarial da Baía do Tejo).  O Presidente explicou que o Barreiro tem como mais-valia um território que já tem ferrovia e uma via rápida (IC 21) próxima do local. “Apenas serão realizadas algumas adaptações”, referiu.

Carlos Humberto fez o ponto de situação deste processo, numa altura em que o Estudo de Impacte Ambiental do Terminal está em processo de avaliação na Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Informou que se prevê para final de 2017, o lançamento do Concurso Público de Concessão e o início da 1ª fase da obra, em 2019/2020, que irá envolver um investimento de 400 milhões de euros.

Em relação ao Estudo Prévio, apresentou os elementos fundamentais, entre os quais as características de um navio tipo, com dimensões mais reduzidas, adequado ao rio, um porta-contentores com capacidade 8.000 TEU (TEU: medida de volume dos contentores), com um comprimento de 352 metros.

Ao longo da sessão, foram várias as questões colocadas pelos alunos. Quiseram saber o número de postos de trabalho criados. O presidente informou que estão previstos entre 300 a 500 postos de trabalho, na fase de construção, e na fase de exploração, cerca de 1150 postos de trabalho directos.

‘Que impactes ambientais terá um projecto deste tipo?’, foi outra das questões.

Na fase de exploração, o Presidente esclareceu que existirão aspectos menos positivos, como, por exemplo, o aumento do número de viaturas em circulação e esta realidade terá de ser ‘compatível com a vida urbana’.

Todos os estudos realizados, no âmbito do projecto do Terminal, segundo o Presidente “tiveram em conta o corredor para Terceira Travessia do Tejo que mais cedo ou mais tarde será construída”.

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