Doçaria conventual chamou centenas ao Torrão

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Não faltaram doces para todos os gostos na primeira edição do ‘Torrão Doce’, um evento que se quer afirmar no alentejo litoral e que tem como objetivo dar a conhecer a doçaria da região.

Helga Nobre

As famosas queijadas do Torrão e as costas estendidas – um bolo com massa do pão, erva doce, canela e açúcar -, foram os reis da 1º edição do ‘Torrão Doce’, evento organizado pela Câmara de Alcácer do Sal em parceria com a Junta de Freguesia do Torrão.

A iniciativa, que se realizou este fim de semana, no Torrão, localidade conhecida em todo o país como ‘a terra do pão’, juntou centenas de pessoas que durante os três dias do evento não se cansaram de provar e dar a provar algumas das celestiais iguarias.

Para receber o evento, o jardim do Coreto transformou-se numa feira de doçaria que contou com a presença de 20 doceiros e pastelarias da região do Alentejo e de outras zonas do país, como Alcobaça e Óbidos.

O objetivo passa por dar a conhecer “o rico património da doçaria do Torrão aos visitantes”, sublinhou o presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Vítor Proença lembrando a importância da doçaria do Baixo Alentejo em tempos idos.

Desde o bolo real aos doces conventuais, passando pela hóstia de pinhão, pastel de Santa Maria, folares, licores e ginginha, não faltaram doces para todos os gostos. “No Torrão existiram dois conventos que transmitiram muitos conhecimentos sobre a doçaria conventual e esse é o nicho que queremos que seja explorado”, explicou o presidente da Junta de Freguesia.

Apesar de se tratar “do ano zero”, Virgilio Silva não tem dúvidas em afirmar que o certame tem pernas para andar. “Este evento vem ocupar um espaço deixado livre pela feira quinhentista, que se realiza de dois em dois anos, no Torrão. O nosso objetivo é dar a conhecer o património gastronómico da freguesia e, este evento, vai ajudar não só a restauração como o alojamento no Torrão”, adiantou.

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