Bombeiros do Seixal com contas ‘congeladas’ e sem dinheiro para gasóleo

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A Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal anunciou hoje, 30, que o socorro está posto em causa no concelho, uma vez que as contas foram ‘congeladas’ devido a um processo com um antigo funcionário.

“Nesta altura está tudo posto em causa. Fomos hoje notificados que temos as contas congeladas até perfazer o valor definido na indemnização estabelecida pelo tribunal, nem para o gasóleo temos verbas. É um dia muito difícil e não podemos assegurar o socorro a toda esta população”, disse Maria João Santos, secretária da direcção dos bombeiros.

Esta situação surge depois de um processo em tribunal movido por um antigo funcionário da corporação, que acabou por ser despedido por alegado comportamento menos próprio, tendo este processado os bombeiros e vencido a causa, ficando os bombeiros de pagar uma indemnização de mais de 262 mil euros.

“Por decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo do Trabalho do Barreiro foi estabelecido um Procedimento Cautelar referente ao processo de que é requerente Carlos David Abreu Silva, remetido ao Banco de Portugal e notificada a Associação de Arresto de Depósitos Bancários até ao saldo no montante máximo de 262.025,17 euros, mantendo-se todas as contas, a partir de 30 de Março, indisponíveis”, refere uma nota que a direcção da corporação emitiu hoje à população.

O documento acrescenta que “independentemente de recurso desta decisão e do tempo de reversão da mesma, a aplicação é imediata assim como as suas consequências, não sendo permitidos quaisquer pagamentos de créditos ou movimentos bancários até serem constituídos os valores referidos por decisão judicial”.

“Nós temos um advogado a tratar do assunto, mas a conta está sob ordem judicial. Nós temos um contrato com a Repsol que tem aqui a bomba de gasolina, mas pagamos e agora nem para abastecer temos verbas”, explicou Maria João Santos.

A corporação refere que, com as dificuldades financeiras que os bombeiros vivem, não é possível conseguir “nos tempos imediatos a reserva daquela verba à ordem do tribunal e do processo, como é sentenciado”.

“Perante a irresponsabilidade desta decisão solicitamos a compreensão dos munícipes se nos tempos imediatos não for possível prestar o socorro nas situações de emergência. Estamos convictos que a verdade e justiça prevaleçam”, conclui.

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