Aeroporto no Montijo terá impactos para as populações da Baixa da Banheira e de Alhos Vedros

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A União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira está contra o novo aeroporto complementar na base aérea Nº 6, no Montijo, alertando para os impactos para as populações da Baixa da Banheira e de Alhos Vedros que se situam na principal trajectória de aproximação à pista.

“Para a região de Setúbal a localização do novo aeroporto no Campo de Tiro é um elemento importante da estratégia de desenvolvimento que os Municípios e os actores económicos e sociais da região têm defendido, tanto mais que converge com um conjunto de outros investimentos estruturantes, necessários para o crescimento e a retoma económica, promovendo o reequilíbrio funcional e sócio- económico das duas margens da AML”, refere a tomada de posição do executivo.

A União de Freguesias, liderada por Nuno Cavaco (PCP), salienta que a “opção de um terminal low cost na Base Aérea nº 6 no Montijo não é a solução mais adequada”, nem para o país nem para a região.

“Esta opção beneficia apenas a multinacional concessionária do aeroporto de Lisboa, a qual ficaria desobrigada de investir num novo aeroporto, por troca com os encargos incomparavelmente menores de adaptação das pistas e instalações da Base Aérea”, frisa.

O documento acrescenta que a solução do Montijo é “irremediavelmente limitada na sua capacidade” e que o “investimento que é dispensado à Vinci, será depois necessário a médio prazo, a expensas dos contribuintes e do erário público”.

“O benefício económico para a Região, resultante da instalação deste terminal no Montijo é bastante reduzido, seja ao nível da criação de emprego, seja na atracção de investimento ou na ligação ao tecido económico local, uma vez que o que é apontado para o Montijo não é mais que um terminal de passageiros, vocacionado para as companhias de baixo custo, com encaminhamento para Lisboa”, refere.

A União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira alerta também para os impactos que a infraestrutura terá na região.

“Não são conhecidos os estudos de impacto ambiental para a utilização da Base Aérea como aeroporto comercial de alta intensidade de tráfego, indispensáveis tendo em conta que esta localização encontra-se inserida numa região urbana de alta densidade, que afecta o concelho da Moita, nomeadamente as populações da Baixa da Banheira e de Alhos Vedros que se situam na principal trajectória de aproximação à pista e também próxima de zonas naturais protegidas de elevado valor ambiental”, concluiu.

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