Ligações fluviais da Transtejo voltaram a parar no último dia de greve

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As ligações fluviais da Transtejo voltaram a parar hoje, 29, devido a uma greve dos trabalhadores, com o sindicato a avançar com uma adesão “superior a 90%” neste último dia da paralisação.

Os trabalhadores da Transtejo cumpriram ontem e hoje uma greve para contestar problemas nas embarcações e exigir a revisão do Acordo de Empresa, o que afectou as ligações fluviais no rio Tejo na região de Lisboa.

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“Tal como ocorreu no período da manhã, agora de tarde as embarcações também estão paradas em todas as ligações. A adesão à greve neste segundo dia é similar ao que aconteceu no primeiro, sendo superior a 90%”, disse Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marina Mercante, afecto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

As ligações fluviais do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa foram afectadas, em especial, nos períodos das horas de ponta da manhã e da tarde, devido à greve de três horas por turno.

Fonte oficial do grupo Transtejo disse que a adesão à greve no período da manhã de quarta-feira foi de 93%, entre a direção de operação e a direção comercial.

“Dos 73 trabalhadores escalados, 68 estiveram em greve. Os serviços mínimos determinados pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social foram cumpridos, tendo as ligações sido retomadas nos termos previstos na informação previamente disponibilizada aos clientes”, indicou a empresa.

Segundo Carlos Costa, os trabalhadores continuam a não ter respostas para os problemas que contestam.

“Continuamos sem respostas e vamos agora realizar um plenário com os trabalhadores para avaliar a forma como decorreu esta acção e decidir o futuro e novas formas de luta. Os trabalhadores, com a adesão à greve, mostraram que estão unidos na luta pelas suas reivindicações”, defendeu.

 

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