Treinador do Olímpico morre atropelado por automóvel

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Rui Soeiro tinha 40 anos e foi colhido mortalmente por uma viatura de passageiros quando seguia de bicicleta, na zona de Vendas Novas

O Olímpico do Montijo está de luto. Faleceu ao final da manhã desta segunda-feira, 27, Rui Soeiro, que desempenhava as funções de treinador-adjunto dos Juniores A e Iniciados A no clube montijense. Rui Soeiro tinha 40 anos, residia em Sarilhos Grandes, concelho do Montijo, e foi vítima de um trágico acidente com uma viatura ligeira, na Estrada Nacional n.º 4, na zona de Vendas Novas, quando efectuava um dos seus habituais giros de bicicleta.

“O acidente registou-se na EN4, ao quilómetro 63, e o alerta foi dado às 11h36”, disse ao DIÁRIO DA REGIÃO fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora, acrescentando que a tragédia resultou “de uma colisão entre um veículo de passageiros e o ciclista”.

O automóvel terá colidido com a traseira da bicicleta conduzida por Rui Soeiro, adiantou à agência Lusa fonte da GNR.

A prestação de socorro, apurou ainda o DIÁRIO DA REGIÃO junto da mesma fonte do CDOS de Évora, envolveu os Bombeiros de Vendas Novas e o INEM, além da GNR, com a presença de “cinco viaturas e 10 elementos”.

O Olímpico do Montijo cancelou os treinos de formação que estavam marcados para esta segunda-feira. Em declarações ao DIÁRIO DA REGIÃO, João Monteiro, presidente do Olímpico, confirmou que o clube vai “pedir permissão às entidades competentes para que se possa realizar um minuto de silêncio” em homenagem ao falecido técnico, que chegou a representar o Belenenses e o Montijo como futebolista.

Rui Soeiro deixou mulher e dois filhos menores.

6 comments

  1. Que tristeza. As nossas estradas são uma selva. É o salve-se quem puder. O que não faltam por aí são assassinos ao volante. Este provavelmente paga 20€ de multa e para o mês que vem já pega no carro outra vez. Condolências para a família nesta fase impossível.

  2. O vosso problema senhors jornalistas é ainda deixarmos que tratem o assassino assim. Não foi o carro que matou, foi o automobilista-. Os carros não matam ninguém. foi um condutor de automóvel, uma pessoa que matou outra Pessoa com uma arma de toneladas. Enquanto continuarmos a chamar assassinos aos carros e a perdoar a falta de civismo, de responsabilidade, e de consciência dos condutores vamos continuar a ver estas barbaridades. Eu sou um condutor também e não vejo ciclistas na estrada, vejo pessoas, pessoas como eu. Repito, acidentes e carros não matam, mata quem está atrás do volante.

  3. Este título e todo o texto denotam a desconsideração dos media face a uma das significativas causas de morte do nosso país – o homicídio por negligência recorrendo a um veículo automóvel.

    As duas primeiras frases deste artigo do Diário da Região de Setúbal são “Morre atropelado” e “foi colhido mortalmente”. Mais à frente pode ler-se “vítima de um trágico acidente com uma viatura ligeira” e “o automóvel terá colidido com a traseira da bicicleta”.

    Não nos iludamos. Esta situação não reflecte “um acidente”. O automóvel não estava sem travões. O pneu não furou. O condutor não perdeu os sentidos. Estava alguém, lúcido e consciente, atrás do volante. Alguém irresponsável. Um potencial homicida. Circulava em excesso de velocidade (como atestam as fotos de outros artigos, que mostram um carro com a frente destruída pelo violento embate com um corpo humano).

    Rui Soeiro não “morreu atropelado” – FOI ATROPELADO. Não “foi colhido mortalmente” – FOI MORTO. Não foi “vítima de um trágico acidente” – FOI “VÍTIMA DE UM AUTOMOBILISTA”. O automóvel NÃO COLIDIU com a traseira da bicicleta. O automobilista EMBATEU COM O AUTOMÓVEL contra o ciclista.

    Nem está a em causa a possibilidade de “culpa” da vítima, já que o automobilista circulava a velocidade elevada para a segurança e visibilidade da via, e a ultrapassagem do automobilista não respeitou a distância mínima de segurança a que é obrigado por lei. Estamos aqui a falar de como a imprensa absorveu a naturalidade dos “acidentes de viação”, como se fizessem parte da vida. Em todo o caso, notemos, “culpar” um utilizador vulnerável da via pública é como – lamento o exemplo – “culpar” uma criança de ser mortalmente agredida pelo progenitor porque fez uma asneira.

    Nenhum ciclista quer ser atropelado, mesmo que actue com negligência. Nenhum automobilista quer matar quem quer que seja. Mas não se pode mais aceitar com leviandade que o elemento mais fraco da via seja a vítima de um terceiro que optou por um meio de deslocação que, muito simplesmente, pode ser e é perigoso.

    Isto não foi um “acidente”. Foi um acto negligente de um condutor. Por ano ocorrem 400 fatalidades na estrada. Mortes causadas por alguém. Só que a arma não é uma pistola com alguns gramas de peso – tem mais de uma tonelada.

    Samuel Santos

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