Hospitais de Setúbal renovam aposta na investigação clínica

GID. Gabinete de Investigação e Desenvolvimento criado em 2015 faz balanço da actividade
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Até agora foram desenvolvidos 14 ensaios clínicas e 64 estudos científicos. Desde o final do ano passado, o Gabinete de Investigação e Desenvolvimento do CHS captou mais 166 mil euros para continuar investigação

 

O Centro Hospitalar de Setúbal, composto pelos hospitais de São Bernardo e Ortopédico Sant’igado do Outão, vai continuar a apostar forte na investigação clínica e ensaios clínicos, criando uma “cultura de investigação” e capacitando os profissionais de saúde para que os doentes possam ter “acesso às novas tecnologias” e a “novas terapêuticas”.

As linhas estratégicas que o Gabinete de Investigação e Desenvolvimento (GID) do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) pretende seguir este ano passam pela promoção de uma “cultura de investigação científica no Centro Hospitalar de Setúbal”, por “melhorar a comunicação entre profissionais”, por capacitar os profissionais para investigação científica e por profissionalizar o GID como “um pólo catalisador da investigação científica, em quantidade e qualidade”, explicou Filipe Seixo, assistente Hospitalar de Cardiologia e membro daquele organismo.

Na apresentação do balanço de actividades do GID, que decorreu ontem de manhã no Hospital de São Bernardo, a investigação foi sublinhada como uma “actividade cada vez mais essencial no desenvolvimento das instituições”. Para isso, frisou Carla Silva Mendes, enfermeira directora, é necessário criar condições nas instituições e angariar “profissionais multidisciplinares que estejam interessados e tenham conhecimentos e o mínimo de experiência em investigação”,.

O coordenador do Gabinete de Investigação e Desenvolvimento do CHS, Filipe Inácio, explicou a esse propósito que o gabinete tem estado a trabalhar em “relações institucionais e com protocolos com universidades e instituições em Setúbal”, assim como a fazer “contactos com mecenas de forma a que esta sustentabilidade da investigação seja uma realidade”, e para que haja as condições clínicas necessárias ao trabalho de investigação.

São já parceiros do GID a Escola Nacional de Saúde Pública, o Instituto Gulbenkian para a Ciência e a Blueclinical, entre outras. Manuel Roque, presidente do Conselho de Administração do centro hospitalar que também apoia o Gabinete de Investigação e Desenvolvimento, lembrou que o GID “tem dado um impulso muito importante” em matéria de ensaios clínicos.

“A decorrer sob exclusividade da monotorização do GID existem sete ensaios clínicos e outros seis estão concluídos e arquivados, num total de 14 ensaios clínicos. Parte das verbas são captadas para estudos de investigação e desde Outubro de 2016 conseguimos captar 166 mil euros”, explicou ainda Filipa Serra, administradora do GID.

Em matéria de estudos científicos, os números recentes do Gabinete de Investigação e Desenvolvimento apontam para 64 estudos, desenvolvidos maioritariamente na área médica, seguida da enfermagem.

O GID, criado em Outubro de 2015, dedica-se à análise dos estudos de investigação; gestão dos processos de investigação e apoios a candidaturas e financiamento; divulgação de oportunidades de investigação; organização e administração de ensaios clínicos e preparação de estudos e indicadores da investigação científica.

O Instituto Gulbenkian para a Ciência, a Escola Nacional de Saúde Pública, a APIFARMA – Associação da Indústria Farmacêutica e a APAH – Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares são entidades parceiras.

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