Câmara da Moita preocupada com impactos das trajectórias dos voos no concelho

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A Câmara Municipal da Moita anunciou que está contra o novo aeroporto na base aérea do Montijo, mostrando preocupações em relação aos impactos provocados pelas trajectórias dos voos no concelho.

“A instalação desta infraestrutura no centro de uma área densamente povoada e onde existem diversas zonas classificadas de protecção da natureza tem necessariamente fortes impactos ambientais que têm de ser avaliados e acautelados, previamente à tomada de decisão”, refere uma tomada de posição do executivo liderado por Rui Garcia (PCP).

O documento refere que território do Concelho da Moita encontra-se sob as trajectórias de voo de aproximação às pistas deste aeroporto complementar.

“Existem motivos legítimos para a apreensão da população do Concelho face às consequências deste facto na sua qualidade de vida e segurança, que são agravadas pela total omissão destas preocupações nas declarações proferidas pelos membros do governo”, acrescenta.

A autarquia defende a construção de um novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, salientando que a base aérea do Montijo é a “mera instalação de um terminal de passageiros “low-cost”, que não trará “impacto relevante na economia da região”.

“A Câmara Municipal da Moita considera que a solução de instalação de um aeroporto complementar na Base Aérea do Montijo não é a melhor para o município, para a região ou para o país. A opção, já devidamente avaliada e fundamentada, de construção do Novo Aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro é a que responde às necessidades actuais e futuras de Portugal relativamente ao tráfego aéreo, de passageiros e de mercadorias”, salienta.

A Câmara Municipal da Moita exige ainda esclarecimentos do Governo sobre os impactos ambientais no seu território e sobre o bem-estar da população do concelho com a instalação do aeroporto complementar na Base Aérea do Montijo.

One comment

  1. Não tenho dúvidas que face ao contexto económico/financeiro do país, a solução mais ponderada é a solução Portela+1, contudo porque se enviesou a discussão e se escolheu dentro dessa lógica o +1 Montijo? E não o +1 Alcochete sabendo-se que este pode ser construído por fases e é o todos os tipos de avaliação o mais proveitoso para o País? Uma das perguntas que tem surgido a todos aqueles que se têm interessado sobre a localização do Aeroporto complementar no Montijo, é: Qual a razão porque, perante tantas evidências de que é impraticável, perigoso e financeiramente ruinoso o Montijo, continuam alguns a cavar esse erro?
    Para responder a isso temos que refletir sinteticamente no seguinte: Qual a importância das infraestruturas aeroportuárias, nas regiões? Qual a importância do Aeroporto Sá Carneiro na Região Norte? O que implica para o Aeroporto Sá Carneiro e para a Região Norte, o Portela+1 em Alcochete e não no Montijo? Qual o interesse da ANA e da VINCI? O que é mais abrangente para o desenvolvimento da região de Setúbal? Alcochete ou Montijo?
    Mais do que nunca, os aeroportos são o motor económico das regiões. “Os aeroportos, são uma grande fonte de criação de postos de trabalho, não só nas imediações, como também nas regiões vizinhas. Porque promovem o desenvolvimento económico das regiões (International Transport Forum – 2009)” Se as infraestruturas aeroportuárias conseguirem atrair desenvolvimento, estas, terão um impacto positivo no desenvolvimento da região. “É grande o Impacto do Aeroporto Francisco Sá Carneiro no Desenvolvimento da Região Norte(Crockatt & Ogston, 2003)”. Funcionando como porta de entrada para a localidade em que está inserido.
    “As infraestruturas de transporte aéreo, poderão ter dois possíveis efeitos no desenvolvimento regional: positivo, ou negativo (Hoyle & Smith, 1992)”. Para as infraestruturas de transporte aéreo terem um efeito positivo no desenvolvimento regional, será necessário que resultem numa expansão da produção da atividade económica. Novas oportunidades de negócio serão criadas através desses serviços. O efeito negativo, poderá ter origem num mau investimento, em que, os recursos alocados não terão o retorno desejado e se adiou uma outra melhor solução. Ora foi na minha opinião com estes pressupostos que em 2012 a ACP Associação Comercial do Porto presidida por Rui Moreira (agora presidente da CMP), avançou com um estudo totalmente “enviesado” sobre o “mérito económico e financeiro do Portela+1”, concluindo depois de imensas “piruetas” que a melhor solução seria o Montijo. Era preciso “adiar” o mais possível a construção do NAL em Alcochete, sabendo-se que o Montijo sendo uma solução aberrante, serviria para isso, ou pelo menos adiaria por uma década as ameaças económicas ao aeroporto regional do Porto. Face á opinião unânime de Engenheiros, pilotos, economistas e ambientalistas de que a solução escolhida em Alcochete era a melhor, tinha que se avançar com rapidez com a privatização da ANA a concessão á VINCI, por molde a permitir a estratégia “de defesa” do aeroporto Sá Carneiro. As peripécias da Concessão já conhecemos, resultaram na entrega á VINCI de todos os aeroportos nacionais no Continente e ilhas.
    Assim interessa mais á VINCI ir ampliar os seus aeroportos do que um aeroporto estratégico como o que iria crescendo em Alcochete, que possa abrir Portugal a uma área de influência não só nacional como intercontinental. Chamam os ”técnicos” a este fenómeno o catchment area de um aeroporto definido segundo o ponto de vista geográfico, como sendo a área que contém todos os potenciais utilizadores e passageiros de um dado aeroporto. Do ponto de vista de procura, a catchment area de um aeroporto pode ser definida como o número de passageiros processados pelo mesmo, onde as suas origens podem ser identificadas numa determinada área, cujas dimensões dependem das características do próprio aeroporto (Postorino, 2010). Isto é, existe um lobie do norte com receio que o Aeroporto Sá Carneiro deixe de ser, de todos os aeroportos que competem a nível nacional e na Galiza, o que dispõe de maior catchment area, ou, área de influência, diminua essa influência perante o crescimento de Alcochete. Portanto o problema é: EFECTIVAMENTE O CATCHMENT AREAS DE ALCOCHETE, NO FUTURO VAI INTERCEPATAR O DO PORTO, E VAI ABRANGER MAIS POPULAÇÃO, ATÉ DISTANTE. Qual o interesse da ANA e da VINCI nisto? Para além de verem um aumento de receitas maiores com o aumento a capacidade de cada um dos seus aeroportos, produzem receitas na Lusoponte, porque o aeroporto complementar for no Montijo obrigará os passageiros na sua maioria a passarem pela ponte Vasco da Gama. Ao contrário se o Aeroporto for Alcochete por fases o transito rodoviário far-se-á pela Ponte das Lezírias em Benavente pertencente á BRISA. Pelo que já foi dito, facilmente percebe quem estiver de boa fé, que estão a manipular as pessoas e a prejudicar, objetivamente toda a região de Setúbal e até o Alto Alentejo, e o país na sua globalidade, e a evitar o desenvolvimento trazido por um Aeroporto em Alcochete. O que determinará que pessoas com responsabilidades, nacionais e regionais se conformem com uma “coisa destas”?

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