Jovem vai ser julgado por morte de amigo no Alegro de Setúbal

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Juízo de instrução criminal decidiu acusar Bruno Cruz de homicídio negligente. Queda de escadas que vitimou mortalmente Diogo Montenegro, 17 anos, do Pinhal Novo, segue para julgamento

O jovem Bruno Cruz vai ser julgado por homicídio negligente, na sequência da queda que vitimou mortalmente o amigo Diogo Montenegro, 17 anos, ocorrida no centro comercial Alegro, em Setúbal, há pouco mais de dois anos. Esta foi a decisão do juízo de instrução criminal de Setúbal, avançou o Correio da Manhã, em relação ao trágico caso que remonta a 16 de Dezembro de 2014, quando os dois jovens seguiam numa escada perto do piso 1 da unidade comercial.

Diogo Montenegro, que residia no Pinhal Novo, sofreu uma queda aparatosa de cerca de 10 metros de altura, enquanto “descia as escadas rolantes sentado no corrimão”, caindo desamparado junto aos elevadores do piso 3. O jovem estava na companhia do amigo Bruno Cruz, quando descia as escadas rolantes que fazem a ligação entre o piso da restauração e o piso das lojas.

Depois de averiguações e da apreciação de imagens de vídeo (entretanto divulgadas pelo jornal “Sol”), o juízo de instrução criminal de Setúbal decidiu, agora, levar a julgamento Bruno Cruz, por homicídio negligente, tendo em conta que o jovem terá provocado a queda de Diogo Montenegro com um empurrão inadvertido.

Diogo Montenegro, recorde-se, foi de imediato transportado para o Hospital São Bernardo, em Setúbal, em estado considerado muito grave, onde foi submetido a intervenção cirúrgica, cerca de hora e meia depois de ter sofrido a queda. O jovem do Pinhal Novo foi assistido no local por dois elementos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal (piquete que já se encontrava no local de serviço junto ao cinema) e que, segundo o Comandante Paulo Lamego “actuaram em primeira instância e prestaram o primeiro socorro”.

No local esteve também uma viatura médica, chamada ao local pelos Bombeiros Sapadores, que transportou Diogo Montenegro para o Hospital de São Bernardo, onde acabaria por falecer.

O centro comercial Alegro tinha sido inaugurado cerca de um mês antes, a 11 de Novembro, comunicando na altura da tragédia que operava “de acordo com as mais rígidas medidas de segurança, dispondo dos mecanismos de emergência previstos na lei, que foram accionados com uma resposta pronta”.

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