PCP questiona Governo sobre problemas na Escola Secundária Sebastião da Gama

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Deputados querem saber que medidas serão tomadas pela tutela no sentido de responder à escassez de pessoal não docente e à qualidade das refeições escolares

 

O Grupo Parlamentar do PCP está preocupado com a degradação das condições de funcionamento da Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, e questionou o Governo para saber que medidas serão tomadas no sentido de responder à situação, especialmente no que diz respeito à escassez de pessoal não docente e à qualidade das refeições escolares.

“Os deputados do PCP Paula Santos, Francisco Lopes e Bruno Dias quiseram saber que medidas pretende o Governo tomar para assegurar as adequadas condições de funcionamento da escola e que pretende fazer para garantir a qualidade das refeições servidas nesta escola”, lê-se em nota de imprensa enviada pelo partido.

O partido refere que “apesar de a escola ter sido intervencionada há pouco tempo, estão já identificadas algumas deficiências decorrentes de uma política de ataque à Escola Pública, muito agravada pelo anterior Governo PSD/CDS”.

Falta de cacifos, projectores nas salas de aula que não funcionam por falta de lâmpadas, más condições físicas e higiénicas das casas de banho e más condições climatéricas nas salas de aula são problemas de que os deputados tomaram conhecimento.

“Relativamente à alimentação, a qualidade das refeições servidas no refeitório escolar não está assegurada e os preços no bar têm vindo a aumentar”, dizem, acrescentando que face a isso querem saber o que o Governo pretende fazer “para garantir a qualidade das refeições”.

Outro dos problemas identificados e referidos pelo PCP é a “carência de funcionários na escola”, que “coloca em causa o normal funcionamento da escola. Faltam assistentes técnicos nos serviços administrativos e faltam assistentes operacionais, sentindo-se sobretudo nos pavilhões e na reprografia, que já reduziu o seu horário”. Por isso, os deputados “também quiseram saber se o Governo vai proceder à abertura de concurso para a contratação dos trabalhadores em falta, integrando-os na carreira com vínculo público”.

No documento, chamam ainda a atenção para a sobrelotação das turmas, o que dificulta aos professores o trabalho de “acompanhar com maior proximidade a evolução de cada estudante, o que do ponto de vista pedagógico é contraproducente e não contribui para o sucesso escolar”.

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