SINES Tall Ships 2017: 300 mil esperados na regata dos grandes veleiros

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Sines espera a visita de cerca de 300 mil pessoas para assistirem à passagem dos grandes veleiros que integram a regata Tall Ships 2017 e que vai ligar o porto alentejano ao resto do mundo

 

Helga Nobre

O programa do evento, que se realiza entre 28 de Abril e 1 de Maio, foi apresentado esta segunda-feira, 27, no auditório da Administração Portuária de Sines, na presença dos promotores – Aporvela, Câmara de Sines, APS e Região de Turismo do Alentejo.

A regata de 7 mil milhas náuticas transatlânticas vai passar por cinco países e a primeira etapa do evento liga Greenwich, no Reino Unido, a Sines, Portugal.

“O evento começou a desenhar-se em Fevereiro de 2013 e, meses mais tarde, foi dado o pontapé de saída para a concretização de uma iniciativa que vai colocar Sines no mapa mundial. Estamos a contar com a presença de 25 Tall Ships, 300 mil visitantes e mil tripulantes. Os navios estarão em pontos estratégicos disponíveis para visitas gratuitas”, explicou Carlos Oliveira, da Associação Portuguesa de Treino de Vela (Aporvela) que vê nesta iniciativa a possibilidade de aproximar os jovens ao mar.

“Os navios acolhem tripulantes aprendizes e experientes, estando até disponíveis bolsas para jovens dos 15 aos 25 anos” que queiram embarcar nesta aventura que assinala os 150 anos da Confederação do Canadá.

Para o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, este evento aproxima-se da estratégia turística que o município delineou para o concelho, dando como exemplo o Observatório do Mar e o Parque Arqueológico Subaquático. Quanto ao retorno financeiro, o autarca fala “em muitas centenas de milhares de euros não só na restauração como na hotelaria”.

Além do espectáculo que o evento proporciona, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, destaca a componente promocional indirecta e a internacionalização da região.

“Os tripulantes e os visitantes vão ser os embaixadores da região passando a mensagem e promovendo Sines além-fronteiras como um destino que vale a pena visitar e este evento tem muito a ver com um produto endógeno deste território que é o mar e o turismo náutico”, afirmou o responsável que não tem dúvidas “do impacto decisivo” que o evento vai gerar na economia regional.

Três zonas rebaptizadas

Para receber a grande regata, a organização vai transformar toda a zona marítima da cidade num grande recinto onde acontecem as iniciativas previstas para os quatro dias. As três grandes áreas do Tall Ships – o porto de serviços, o porto de recreio e o terminal multipurpose -, vão ser rebaptizadas em ‘Baía dos Piratas’, ‘Porto Vasco da Gama’ e ‘Ilha das Descobertas’, respectivamente.

“Na baía dos Piratas vão estar todos os serviços que gerem este evento, uma tenda para expositores, zonas de alimentação e o palco dos oceanos que estará a funcionar até à 1h00 da madrugada com concertos diários”, revelou Carlos Oliveira.

“Na Ilha das Descobertas, os visitantes vão ter a possibilidade de ver os maiores e mais bonitos veleiros do mundo e, no Porto Vasco da Gama, é possível visitar as caravelas Vera Cruz e Átoa, dois navios que se aproximam do tempo de Vasco da Gama que vão ficar disponíveis para visitas. As crianças terão ainda uma área reservada à diversão com vários insufláveis”, acrescentou.

O recinto do evento vai contar igualmente com uma “mini BTL”, uma mostra de produtos regionais e de artesanato da região, e, várias actividades desportivas, direccionadas para as tripulações dos navios que vão permanecer em Sines, a cargo do Instituto Português da Juventude e da associação RESGATE, que terá como palco a praia Vasco da Gama.

O festival vai ainda contar com desfiles dos tripulantes, concertos, desfile náutico e fogo de artifício.

Os veleiros permanecem na cidade durante quatro dias antes de seguirem viagem pelo Atlântico até às ilhas Bermudas. Em Porto Covo, será dada a partida para a segunda regata.

O ano passado, em Lisboa, o evento teve um retorno publicitário de 6,3 milhões de euros e contabilizou 650 mil espectadores.

A regata Tallships 2017 recebeu um financiamento comunitário no montante superior a 893 mil euros.

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