Gerente da “Pacote de Glamour” sai em liberdade

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Paula Oliveira ficou sujeita a apresentações trissemanais às autoridades em Vouzela, onde está a residir, disse fonte da Judiciária ao DIÁRIO DA REGIÃO

Paula Oliveira, que geria a agência “Pacote de Glamour Viagens e Turismo”, no Montijo, foi hoje presente a tribunal e ficou sujeita a apresentações periódicas nas autoridades na zona onde actualmente se encontra a residir. “Ficou sujeita a apresentações trissemanais em Vouzela, onde estava a residir e a trabalhar”, disse fonte da Polícia Judiciária de Setúbal ao DIÁRIO DA REGIÃO, confirmando ainda que a detenção foi efectuada na zona de “Viseu, à noite”, quando a mulher, de 33 anos, se encontrava a trabalhar num “call center”.

A mesma fonte adiantou ainda ao DIÁRIO DA REGIÃO que a Judiciária nunca avançou com a hipótese de Paula Oliveira ter fugido para o Brasil. “Nunca divulgámos que a detida tivesse saído do País”, vincou, salientando que a operação foi conduzida em duas vertentes: “Tivemos de coligir as queixas diversas que centralizámos e, ao mesmo tempo, desenvolver esforços necessários para a localizar.”

A mulher foi detida esta quinta-feira, 23, na zona de Viseu, à noite, quando se encontrava a trabalhar num “call center”, por ter, alegadamente, burlado cerca de cem pessoas num valor total superior a 200 mil euros.

Paula Oliveira terá praticado o crime de burla qualificada ao serviço da agência de viagens “Pacote de Glamour Viagens e Turismo”, que se localizava num espaço junto ao centro comercial Modelo, no Montijo.

“No decurso da investigação apurou-se que uma centena de clientes, durante o ano de 2016, aliciados pela detida enquanto gerente de uma agência de viagens, situada na zona do Montijo e, entretanto, declarada insolvente, contrataram pacotes de férias de que, nalguns casos, nunca puderam usufruir”, anunciou esta sexta-feira a Polícia Judiciária de Setúbal em comunicado.

A Judiciária revelou ainda, no mesmo comunicado, ter apurado que a detida apropriou-se “inteiramente dos valores entregues por alguns dos clientes, enquanto outros se viram confrontados, chegados aos locais de destino, com faltas de reservas de alojamento e voos de regresso não liquidados, vendo-se obrigados a suportar os inerentes custos”.

https://www.diariodaregiao.pt/2017/02/23/judiciaria-de-setubal-deteve-mulher-do-montijo-por-burla-de-200-mil-euros/

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