Câmara de Santiago do Cacém constrói casa mortuária junto ao centro de saúde

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A Câmara de Santiago do Cacém vai iniciar a construção de uma Casa Mortuária junto ao edifício do Centro de Saúde de Santiago do Cacém, na rua Hospital Conde do Bracial, em Santiago do Cacém.

A localização não agrada a todos mas o presidente da autarquia, Álvaro Beijinha justifica a decisão com a falta de condições do espaço onde atualmente funciona a capela mortuária, no centro histórico da cidade.

É um espaço que foi adaptado para casa mortuária mas não oferece as condições mínimas”, refere.

De acordo com o edil, o processo arrancou no início do atual mandato, com a realização de um estudo-prévio que apontava para três localizações: “Uma das hipóteses em cima da mesa, em Vale Matanças, foi rejeitada pelos moradores por ser uma zona habitacional. A segunda possibilidade, um terreno em frente à escola secundária, foi ignorado porque hipotecava a localização do futuro centro de saúde, tendo a autarquia optado por esta localização que é uma zona de serviços”, explicou o autarca que garante que a casa mortuária não interfere com o funcionamento da unidade de saúde.

Está perto do centro de saúde mas não está colado ao edifício. Tem a distância mínima prevista na lei e o acesso à Casa Mortuária está no sentido oposto à entrada do Centro de Saúde onde já funcionou a morgue do antigo hospital conde do bracial”.

Contactado pelo Diário da Região, o presidente da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), Paulo Espiga, mostrou preocupação em relação ao parque de estacionamento e ao acesso de pessoas com mobilidade reduzida. “A obra retira parte do estacionamento numa zona com pouca capacidade mas, numa reunião recente, a câmara garantiu que vai disponibilizar mais bolsas de estacionamento para aquele local”, referiu.

Paulo Espiga reconheceu que existem profissionais do centro de saúde que estão descontentes com a Casa Mortuária naquele local mas “por se tratar de um terreno camarário” a ULSLA “não se pronuncia sobre a localização”.

O padre Pedro Guimarães, da paróquia de Santiago do Cacém, também se mostrou satisfeito com o arranque da obra. “Dadas as circunstâncias do espaço da capela mortuária julgo que será uma obra bem vinda”, referiu o pároco que não se quis pronunciar em relação à distância entre a futura Casa Mortuária e o cemitério, situado no Castelo da cidade.

A obra, no valor de 150 mil euros, já foi adjudicada e tem uma duração de seis meses.

Helga Nobre

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