Marcelo Moniz acusa Bruno Vitorino de ser o “Donald Trump do Barreiro”

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O vereador do PS Marcelo Moniz considerou que Bruno Vitorino, vereador eleito pelo PSD, é o “Donald Trump do Barreiro”, durante a discussão de uma proposta para a instalação de vídeo-vigilância no concelho.

Bruno Vitorino apresentou na reunião do executivo municipal duas propostas: uma sobre a criação da polícia municipal e outra para a instalação de vídeo-vigilância em alguns pontos críticos do concelho.

Mas foi a proposta sobre a vídeo-vigilância que originou maior polémica.

“Não é fazer do Barreiro um Big Brother, não é ter câmaras em todos os lados, mas identificar com as forças de segurança os pontos críticos e passarmos a adoptar esse sistema, como exemplo no Parque da Cidade ou no Túnel do Barreiro”, disse Bruno Vitorino.

Marcelo Moniz referiu que sobre a criação da polícia municipal até estão de acordo, mas levantou questões sobre a parte financeira para avançar, criticando depois a proposta sobre a vídeo-vigilância.

“Tenho a percepção que temos o Donald Trump do Barreiro, mas em vez de Lets Make America Safe, passou a ser Lets Make Barreiro Safe, tal é a preocupação de propostas à última hora sobre segurança. Não sei se estas propostas têm a ver com o PNR ter anunciado uma candidatura à autarquia”, disse Marcelo Moniz.

O vereador acrescentou que a proposta “cheira a propaganda e demagogia ao estilo do Trump”.

“O Barreiro não é cidade insegura, tem problemas semelhantes a outros na Área Metropolitana de Lisboa. Estamos de acordo, não queremos o Big Brother. Tem que se saber quais são os pontos críticos, definidos de forma clara e reunir com as forças de segurança para que se possa estudar”, acrescentou.

Bruno Vitorino, que considerou “infeliz” a menção ao PNR, referiu que muitas das autarquias que instalaram vídeo-vigilância são geridas pelo PS.

“É uma vergonha esse senhor de extrema direita chamado António Costa ter instituído a vídeo-vigilância em Lisboa, pois é uma Câmara do PS que instalou a vídeo-vigilância”, salientou.

O presidente Carlos Humberto (PCP) mostrou-se disponível para estudar a possibilidade instalação de vídeo-vigilância em alguns pontos específicos do concelho.

“Não estou a favor da polícia municipal e sobre a vídeo-vigilância só admito em pontualmente em locais muito específicos”, salientou, com a proposta a ser reprovada, apenas com o voto a favor do PSD.

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