Escola Secundária D. João II em Setúbal aprende a fazer primeiros socorros

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Open Week de Socorrismo procura sensibilizar a comunidade para a importância do conhecimento em primeiros socorros. Iniciativa é a primeira do género na escola, que já recebeu treinos em Suporte Básico de Vida

 

Centenas de alunos de vários cursos e anos de escolaridade vão participar durante esta semana na primeira Open Week de Socorrismo promovida pela Escola Secundária D. João II, em Setúbal, de forma a ganharem um conhecimento mais aprofundado em primeiros socorros.

A iniciativa, organizada por Hugo Lopes, ex-aluno da escola e tripulante de ambulância, com a ajuda de 20 alunos e o apoio da direcção da escola, consiste num circuito de nove bancas com experiências teórico-práticas sobre diversas matérias do socorrismo.

Controlo de hemorragias, Suporte Básico de Vida Adulto, Suporte Básico de Vida Pediátrico, Posição Lateral de Segurança, Obstrução de Via Aérea, Queimaduras, Imobilização de Membros e Fracturas, Pensos, Feridas e Rastreios são as áreas que compõem o circuito, montado no auditório da escola até sexta-feira e que vai estar a funcionar das 10h às 18h30.

O objectivo é “transmitir à comunidade escolar as bases dos primeiros socorros, para que qualquer aluno, professor ou pessoal não docente possa actuar em alguma situação de emergência em casa, com amigos ou na rua e saiba aquilo que está a fazer”, explicou Hugo Lopes, organizador da iniciativa, ao DIÁRIO DA REGIÃO.

Uma queimadura com água a ferver, uma queda na rua, um corte na mão, alguém engasgado num restaurante ou até uma paragem cardiorrespiratória são situações cujas vítimas podem ser acudidas no momento, enquanto não chega ao local um meio diferenciado de emergência médica.

Circulando por cada uma das nove bancas temáticas, “a ideia é os participantes verem como se faz”. Por exemplo, na banca sobre Controlo de Hemorragias, onde “os participantes têm uma explicação sobre os diferentes tipos de hemorragia e sobre a maneira de actuar em cada um”, e nas bancas sobre Suporte Básico de Vida, adulto e pediátrico, onde “podem conhecer os algoritmos e praticar com manequins”.

“Os bebés podem pôr objectos na boca sem ninguém reparar e por isso estas dicas de Suporte Básico de Vida Pediátrico são muito úteis”, comentou Joana Pereira, 18 anos, estudante de 12º ano, enquanto realizava a visita, acrescentando que a enfermagem pediátrica é uma área que pretende seguir.

Na primeira manhã da Open Week de Socorrismo, também Rúben Carapinha, 20 anos, tomou o pulso ao interesse da comunidade escolar pelos temas do socorrismo, relativamente às opções profissionais. “Recebi aqui três jovens que queriam saber como seguir enfermagem e entrar no INEM. Há quem queria seguir esta área”, disse.

Rúben tirou o curso profissional de Segurança e Salvamento em Meio Aquático na Escola Secundária D. João II e faz parte da equipa de 20 alunos que ajudaram Hugo Lopes a organizar a iniciativa, com o apoio da direcção da escola. “Podermos partilhar a nossa experiência com os mais novos é um trabalho recompensador”.

A mesma opinião tem a professora Luísa Fuzeta, sub-directora do estabelecimento de ensino. “A comunicação passa sempre mais quando são alunos a explicar aos alunos, e depois há aqui a parte prática, que nas aulas não se costuma fazer. Se houver algum tipo de situação de emergência, os alunos já estão mais formados e os professores também”.

Os alunos são da opinião de que a sociedade civil ainda não está suficientemente atenta às questões do socorro, e por isso louvam a iniciativa. A Open Week de Socorrismo é o primeiro evento do género a realizar-se na escola, que em Novembro de 2016 acolheu a terceira edição do Mass Training em Suporte Básico de Vida, também coordenada por Hugo Lopes, profissional da área da assistência hospitalar e emergência médica com curso de Suporte Básico de Vida certificado pelo INEM.

Fotos: Maria José Simas/Direitos Reservados

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