Autarcas destacam dinamismo empresarial na Semana da Freguesia de Marateca

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Autarcas da freguesia, técnicos e funcionários do executivo municipal visitaram empresas e projectos dinamizadores da economia local. A adega Monte Carreira, o Centro Comunitário de S. Pedro e a empresa Agrosilvestre foram pontos de paragem obrigatória

 

No âmbito da Semana da Freguesia de Marateca promovida pela Câmara de Palmela, de 13 a 17 de Fevereiro, membros do executivo municipal, técnicos e funcionários da junta de freguesia visitaram na passada quarta-feira, 15, obras, empresas e projectos representativos da tradição rural da Marateca. À semelhança das freguesias anteriores, a iniciativa inseriu-se no ciclo anual de governação de proximidade, que visa o estreitamento das relações entre as juntas de freguesia, o executivo camarário e os diversos agentes locais.

Deste modo, a primeira paragem da comitiva foi na Adega Monte Carreira, uma unidade de cariz familiar, propriedade de António José Carreira, que produz vinhos tintos, brancos e rosés. “Achamos tão importante visitar a Autoeuropa, em Palmela, como todos os agentes económicos de menor dimensão, que trabalham e produzem no nosso concelho”, afirmou Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, no início da visita à adega. A exploração, sediada em Águas de Moura trabalha com algumas superfícies comerciais do Montijo. António Carreira pretende alargar as instalações da adega. Para isso, apresentou uma candidatura para obter fundos comunitários, de modo a construir mais 21 hectares.

Em seguida, foi a vez de visitar as novas instalações do Centro Comunitário de S. Pedro, em Águas de Moura, sediado na antiga escola EB1 de Cajados Velhos, cedida recentemente pela Câmara de Palmela. O equipamento social, da Cáritas Diocesana de Setúbal funciona como centro de actividades de tempos livres para crianças, intervindo na educação parental das famílias. “Estamos no terreno desde 1995. Em 2000, no âmbito de um projecto de combate à pobreza, instalámo-nos na Rua 25 de Abril, em Cajados. Como nesse centro não existia um espaço exterior para desenvolver actividades com as famílias, a Câmara de Palmela cedeu esta escola e estamos muito satisfeitos”, explicou Isabel Rodrigues, directora dos serviços do Centro Comunitário de S. Pedro. De acordo com Isabel Rodrigues, o grande problema dos beneficiários começa pela falta de rendimentos, que se cruza com as restantes vertentes, tais como a carência de géneros alimentares, rendimento social de inserção (RSI), acesso à educação, saúde, entre outras.

Álvaro Amaro e Miguel Simas, voluntário no Centro Comunitário de S. Pedro, em Águas de Moura.

A equipa de apoio é composta por uma professora, animadora sócio-cultural, assistente social e uma psicóloga, que desenvolvem diversas actividades com crianças a partir dos seis anos. O centro trabalha directamente com as comunidades da União de Freguesias de Poceirão, através do atendimento social às famílias, um dia por semana alternando entre a Junta de Freguesia de Marateca e a do Poceirão. A instituição coopera com o Agrupamento de Escolas, num projecto de educação para a saúde designado, “A vida é assim”, com três turmas do 1º ciclo e 2º ciclo do ensino básico. Paralelamente, o centro oferece actividades nas férias do Natal, Páscoa e um programa de colónias de férias no Verão.

Além das crianças, no centro comunitário existe um grupo feminino de pessoas mais idosas, que desenvolve trabalhos manuais, no âmbito do projecto social “Vamos lá!”.

Domingos Ferreira de Sousa, actual presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal elogiou o trabalho desenvolvido de apoio às famílias do concelho e aproveitou para frisar “o esforço acrescido dos dirigentes e funcionários das instituições que em regime de voluntariado gastam o seu tempo para fazer formação, de forma a partilhar experiências e dar o seu testemunho aos grupos de acção social das paróquias”.  No final, a directora da instituição destacou que o grande objectivo do Centro Comunitário de S. Pedro é “reduzir o grau de dependência das famílias, ajudando-as a alcançar um caminho de bem-estar”.

Os trabalhos terminaram com a passagem pela empresa agrícola Agrosilvestre. Fundada pela família Figueiredo, a unidade dedicava-se exclusivamente à comercialização de pinhas. Só em 2008 é que iniciou a sua actividade no sector vinícola, através da compra de uma vinha e construção de uma adega moderna, em Fernando Pó, Águas de Moura. Em 2016, a adega produziu cerca 300 mil litros, entre vinhos tintos, brancos e rosés. Embora a pinha seja exportada para Espanha e Itália, o canal do Pinhão está mais direccionado para os países árabes. Para Edgar Figueiredo, a Agrosilvestre é o exemplo de que “somos capazes de fazer tudo melhor que os países estrangeiros, mas em menor escala”.

Além destas visitas, fez-se uma paragem para observação do arranjo paisagístico Sobreiro Grande, em Águas de Moura, onde se instalaram equipamentos públicos para o desenvolvimento de actividades físicas.

O evento da Semana da Freguesia de Marateca contou com a participação de José Silvério, presidente da União de Freguesias de Poceirão e Marateca, Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela e os vereadores do executivo comunista, Adília Candeias, Adilo Costa, Luís Calha e Fernanda Pésinho.

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