Bruno Vitorino diz que António Costa “tirou o tapete” a Nuno Canta

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O presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, considera que as declarações do primeiro-ministro, António Costa, vieram “desautorizar por completo” o presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, “quanto à decisão da localização do aeroporto complementar já ter sido tomada”.

Durante o debate quinzenal no parlamento, na última quarta-feira, António Costa revelou que só no final do ano é que será tomada uma decisão sobre o aeroporto complementar. Na sequência destas declarações, Bruno Vitorino afirma que o primeiro-ministro “tirou o tapete” a Nuno Canta, que, acrescenta o social-democrata, “já se preparava para fazer uma acção de propaganda eleitoralista, com a assinatura de um memorando de entendimento sobre o novo aeroporto”.

“O presidente da Câmara e o ministro das Infra-estruturas marcaram a assinatura de um memorando de entendimento para o próximo dia 15 de Fevereiro. Agora, o primeiro-ministro desautoriza Nuno Canta, dizendo que ainda não está nada decidido. A juntar a tudo isto, recorde-se que o ministro da Defesa já tinha afirmado que os estudos relativos à Força Aérea ainda não estavam concluídos”, reforça Bruno Vitorino num comunicado da Distrital do PSD.

O social-democrata pede “mais contenção e mais seriedade” ao presidente da Câmara Municipal do Montijo, relembrando que foi Nuno Canta quem se recusou a assinar o memorando de entendimento no tempo do anterior Governo, “ajudando a atrasar todo o processo”.

“Agora [Nuno Canta] demonstra muita ansiedade eleitoralista ao querer ser o porta-voz de decisões que ainda não estão tomadas”, critica o social-democrata a concluir.

One comment

  1. É bom que a população do Barreiro tenha conhecimento, que existe um vereador da CMB, que não defende a população, numa matéria que muito iria prejudicar o concelho do Barreiro, como é que alguém que é vereador do ambiente pode ter uma posição destas? louva-se a decisão ponderada do Primeiro Ministro António Costa. Demonstrando mais uma vez a sua assertividade em decisões estratégicas importantes. Na verdade, De acordo com a legislação em vigor, o Decreto-Lei n.º 151-B/2013, de 31 de outubro, terá de ser efetuada uma avaliação de impacte ambiental (AIA) do projeto em causa, dado tratar-se de um projeto abrangido pelo Anexo I (7a “Construção de vias para o tráfego ferroviário de longo curso e aeroportos cuja pista de descolagem e de aterragem tenha um comprimento de pelo menos 2100 m), onde o conceito de construção de acordo com a Comissão Europeia inclui sem qualquer dúvida o novo tipo de utilização que se pretende para a Base Aérea do Montijo. A utilização civil da Base Aérea do Montijo implicará necessariamente um aumento de tráfego, o que poderá ter impactes significativos na avifauna pelo sobrevoo de áreas da Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET) e da mais extensa Zona de Proteção Especial (ZPE).
    Este impacte na avifauna, através do atravessamento das rotas migratórias dos milhares de aves que utilizam todos os anos esta área para invernação e mesmo nidificação, poderá também traduzir-se num perigo para a própria atividade da aviação, pelo aumento do risco de colisão com aves. Os estudos realizados para a instalação do Portela+1 no Montijo, omitem informação relevante. “Este facto é particularmente preocupante, tendo em conta que durante o Inverno circulam regularmente cerca de 120 000 aves aquáticas no estuário do Tejo. Por outro lado, também os períodos migratórios podem envolver a circulação de quantidades muito elevadas de aves aquáticas. Por exemplo, no caso do Maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa), uma ave que constitui uma ameaça potencial à navegação aeronáutica por formar grandes bandos e voar a grandes altitudes, mais de 30% da sua população europeia (cerca de 45 000 aves) passa anualmente pelo estuário do Tejo. É frequente, neste estuário, que os bandos destas aves atinjam várias dezenas de milhar de indivíduos. De facto, é bem conhecido que as migrações de aves aquáticas se efetuam frequentemente em grandes massas e durante curtos períodos de tempo. Deve ser dado especial destaque às frequentes concentrações, da ordem das largas centenas de aves aquáticas, em locais situados entre 5 e 10 km da localização do Montijo/Alcochete, e às concentrações de dezenas de milhar destas aves na faixa entre 10 e 20 km desta localização. Em adição, ao comparar as localizações destas concentrações de aves com as direções de voo de aeronaves sugeridas para o Montijo/Alcochete, verifica-se a existência de várias concentrações de aves acima dos 10 000 indivíduos na trajetória de voo das aeronaves, apenas a 2000 pés de altitude. É de salientar que a maioria dessas aves são Maçaricos-de-bico-direito, que voam frequentemente a alturas muito superiores a 2000 pés.” Este é um racional técnico ambiental, se isto é omitido por entidades supostamente” responsáveis, mais tarde ou mais cedo alguém deveria explicar porquê… O risco real da utilização da pista 01/19 do Montijo uma Base aérea localizada entre dois estuários com centenas de milhar de aves não está a objetivamente avaliado. “O estudo pormenorizado do movimento das aves não foi ainda realizado. O risco de colisão de aeronaves com aves não pode ser considerado “aceitável” face á presença de elevado número aves. Estão ou vão ser apresentados estudos sem conhecerem em detalhe os movimentos das aves ao longo do ciclo anual. A “avaliação pormenorizada da questão da susceptibilidade das espécies da avifauna à colisão com aeronaves, mediante a execução de um estudo detalhado dos movimentos de aves na zona da Base do Montijo e na totalidade dos dois cones de aproximação das aeronaves, com recurso a tecnologia de radar” foi remetida para “um conjunto de recomendações, medidas e projectos relativas a aspectos a analisar na fase subsequente de Projecto”. È inaceitável qualquer decisão definitiva sobre este projecto sem a realização prévia deste estudo, ao longo do período de pelo menos um ano, e da análise subsequente e objectiva dos seus resultados.” Acresce o facto de o cone de aproximação na cabeceira sul da pista 01/19 , ter o Barreiro e a Baixa da Banheira, e perto a Tanquipor com29 depósitos de combustível, e ainda a Fisipe, o Barreiro perde qualidade de vida e fica sujeito a um movimento de 24 aeronaves por hora. Na cabeceira Norte querem alongar a pista 300 metros para o interior da ZPE das aves.
    Apela-se ao bom senso, porque pode morrer gente ali, o que aconteceu no rio Hudson pode acontecer no Montijo, com piores consequências. .

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