AMRS debate esta tarde em Alcochete novo aeroporto com Nuno Canta a pressionar (com ÁUDIO)

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O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta (PS), afirmou que a Associação de Municípios vai ter de ponderar se quer estar no “lado certo ou errado da história”

Alcochete recebe hoje, pelas 15h00, nos Paços do Concelho, uma reunião da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) com os municípios associados, para debater o tema do novo aeroporto complementar à Portela.

O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta (PS), já veio dizer que a AMRS vai ter de ponderar se quer estar no “lado certo ou lado errado da história”, no processo do novo aeroporto no concelho.

“Espero que a Associação tenha capacidade e visão de perceber que esta infra-estrutura é fundamental para a região Setúbal, pois permite o seu desenvolvimento integrado. Acredito que existirá bom-senso na decisão que vai tomar”, antecipou Nuno Canta. O autarca admite que existem municípios com uma posição diferente da do Montijo no processo de instalação do novo aeroporto de Lisboa na Base Aérea nº6, processo que está a ser estudado. “Sabemos que grande parte dos municípios tem uma posição diferente, posição essa] que começou a ser manifestada no Montijo pelos autarcas da CDU, que votaram contra esta localização, defendendo o aeroporto de Alcochete”, vinca, acrescentando a concluir que a AMRS só tem um caminho a seguir.

“É bom que a AMRS pondere se quer estar do lado certo ou do lado errado da história. A posição do Montijo já é conhecida, é uma opção do Governo que nós apoiamos, pois para nós é a correcta. É preciso iniciar um novo ciclo de desenvolvimento nesta região de Setúbal, criando a cidade das duas margens. É algo que alguns autarcas defendem e espero que agora continuem a defender”, rematou.

Declarações de Nuno Canta em áudio

3 comments

  1. Quando o distrito de Setúbal foi ignorado, como foi o caso, por exemplo, entre outros, da construção dos novos estádios de futebol para a realização do Europeu de Futebol que decorreu em Portugal, todos reagiram (e bem!!) a uma só voz.
    Agora que a região é escolhida para localizar um investimento como um aeroporto, cuja importância estratégica há-se ser muito superior a um estádio de futebol, parece haver discordâncias insanáveis. Se fosse para a OTA estariam unidos a protestar, como vem para o Montijo/Setúbal estão a protestar … desunidos!!!
    Estudem, dialoguem, entendam-se, negoceiem, mas não deixem fugir um investimento estratégico para o futuro da nossa região e das suas populações (que V/Exªs devem representar).

    1. Desenvolvimento? Um Aeroborto em cima de uma Reserva Natural? Sabem porventura que dentro do perímetro de servidões da BA6, a menos de 3 Km da pista se localiza um complexo petroquímico e logístico onde se encontram armazenados ou são processados milhares de litros de combustível, de lubrificantes, de produtos químicos altamente inflamáveis (acrilonitrilo, amónio, etc). Um autêntico atentado contra as 200.000 pessoas que vivem num raio de 15 Km nos concelhos de Alcochete, Montijo, Moita e Seixal. Um Crime de Lesa Economia e Lesa Ambiente. Um crime contra a Segurança das Pessoas. Se querem um Aeroporto construam-no no local identificado por gente idónea. Em Canha, no Concelho do Montijo.

  2. Desenvolvimento? mas que desenvolvimento? um aeroporto complementar não traz desenvolvimento, as low cost não produzem empregos diretos e indiretos. Só levam é subsidios. Só quem tem a ganhar é a Vinci, que deixa de construir o NAL como se comprometeu no contrato de concessão. A utilização pela aviação comercial da BA6, apresenta inconvenientes gravíssimos, para o Montijo, Alcochete, e para a Baixa da Banheira e Lavradio, em vários descritores ambientais:, nomeadamente: AMBIENTE SONORO, AVIFAUNA, QUALIDADE DO AR, EXTERNALIDADES (ILS), E SOCIOECONOMIA
    .As aeronaves partindo de um princípio básico de que a 9.26 Quilómetros da cabeceira da pista devem estar 304 m de altitude á vertical de Palhais, iniciarão a descida e sobrevoarão a Baixa da Banheira a altimetrias entre os 50 e os 45 metros. Ora Baixa da Banheira e o Lavradio distam cerca de 4 quilómetros da soleira da pista. E existem zonas sensíveis nomeadamente escolas a 4 quilómetros.
    AMBIENTE SONORO, RUIDO:
    − Como ocorrerá o sobrevoo a baixa altitude de edificado consolidado com altimetrias previsíveis de apenas 45 metros
    − Existirá uma grave afectação da população da Baixa da Banheira e do Lavradio no que respeita a níveis de ruído, superiores aos limites legais estabelecidos; portanto incumprimento da lei do ruído. O zonamento acústico em questão compreende “zonas sensíveis” e não “zonas mistas”. Implica portanto valores limite estabelecidos de Ldiurno ≤ 55 dB(A) e Lnocturno ≤ 45 dB(A).
    Tendo como comparação o mapa de ruido do Aeroporto Humberto Delgado, os níveis de ruido no Parque Eduardo Sétimo a 4 quilometros da pista são mais de 70 dBs, podemos concluir que a Baixa da Banheira e o Lavradio estarão sujeitos a níveis de ruido de 70 dBs ou superiores, face aos efeitos sonoros rodoviários e ferroviários cumulativos existentes. Não obstante o menor volume de movimentos aéreos, que pode alterar o critério de incomodidade.
    AVIFAUNA, AVES
    A zona ribeirinha do Concelho da Moita é maioritariamente classificada como Reserva Ecológica Nacional, sendo constituída na sua maior parte por antigas salinas, sapais, caniçais, lodos e areias.
    Dispõe de um conjunto interessante de espécies de aves, Perna-longa (Himantopus himantopus) Alfaiate (Recurvirostra avosetta) Flamingo-comum (Phoenicopterus ruber) Garça-branca-pequena (Egretta garzetta) Garça-real (Ardea cinerea) Pilrito-comum (Calidris alpina) Maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa) Colhereiro (Platalea leucorodia) Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus) Corvo-marinho (Phalacrocorax carbo) Guincho-comum (Larus ridibundus) Gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus ) Gaivota-argêntea (Larus argentatus) Pato-real (Anas platyrhynchos) Galinha-de-água (Gallinula chloropus)
    Galeirão-comum (Fulica atra)
    − O movimento de aeronaves resultará num Impacto negativo numa área de biodiversidade riquíssima e em especial com a alteração dos refúgios de maré alta de aves como os maçarico de bico direito, gaivotas nos sapais da Moita.
    − Ocorrerá um aumento exponencial do risco de colisão entre aves e aviões com previsíveis e potenciais prejuízos incalculáveis de perdas humanas e materiais
    − A localização do Aeroporto Complementar do Montijo em zona a poucos quilometros de distância de quase uma dezena de áreas classificadas, várias delas com as mais altas classificações nacionais e comunitárias em termos de importância proteccionista, constitui um atentado ambiental de enorme dimensão;
    − existe um gravíssimo risco de colisão entre as aves e aviões resultante do facto da área ser bastante rica em termos de avifauna e de biodiversidade;
    QUALIDADE DO AR, EMISSÕES TÓXICAS FIGURAS
    − Ocorrerá uma previsível violação dos limites legais de CO e benzeno assim como a emissão de valores elevados de ozono. Poluição ar-solo provocada por hidrocarbonetos;
    Os concelhos da Margem Sul, nomeadamente Moita, Barreiro Após a construção do aeroporto complementar do Montijo ficarão sujeitos a poluentes atmosféricos, poluentes gasosos e partículas, provenientes das actividades aeroportuárias que têm impacto no ambiente e na saúde das populações mais próximas do aeroporto. Os poluentes mais relevantes a serem considerados no inventário de emissões de um aeroporto são os seguintes (ICAO, 2007)
     SO2 – Dióxido de Enxofre;
     O3 – Ozono;
     COV – Compostos Orgânicos Voláteis, incluindo hidrocarbonetos (HC);
     PM – Partículas em suspensão (PM2.5 e PM10); (cancerigenos)
     NOx – Óxidos de Azoto, incluindo o dióxido de Azoto (NO2) e o óxido de Azoto (NO);
     CO – Monóxido de Carbono;
     CO2 – Dióxido de Carbono5;
     BTX – Benzeno, Tolueno e Xilenos6. (cancerigenos)
    ACIDENTES INDUSTRIAIS
    − Existe o risco associado à existência de estabelecimentos classificados de nível superior de perigosidade conforme o Decreto-Lei n.º 254/2007, nomeadamente nos concelhos de Moita, Barreiro. Alguns cenários de acidente industrial grave projetam consequências que, conjugadas com situações meteorológicas propícias, podem afectar a área;
    EXTERNALIDADE (ILS)
    Dada a exiguidade de espaço disponível na actual área da Base do Montijo para a instalação das antenas do Localizeres dos ILS (Instrument Landing System) e das luzes de aproximação, será necessário ocupar zonas de sapal e de lodo, dado que a antena do Localizer terá de se situar a 300 m do início do pavimento da pista e a linha de luzes de aproximação ter-se-á de estender nos 900 m que antecedem a soleira da pista. Outros problemas poderão igualmente surgir aquando da adequação do projecto a esta localização e a solução invasiva que será escolhida , provavelmente estacaria, dentro do rio, presumo. Não se entende praticável portanto com estas estruturas a passagem dos barcos do Montijo.
    SOCIOECONOMIA
    Presumimos que a Qualidade de vida será muito afectada, tal como as actividades económicas e as condições sociais, alteradas, com um provável abandono da população e alteração demográfica importante, portanto um impacto negativo.

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