Nuno Canta desconhece adiamentos sobre novo aeroporto no Montijo

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O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, disse que não tem nenhuma indicação do adiamento da assinatura memorando para o novo aeroporto na base aérea no concelho, referindo que o primeiro-ministro reforçou o processo.

“Existe uma série de questões que faltam estudar e algumas das quais tem a ver com essas questões das aves migratórias e outras, e isso nunca esteve fora. Todas estas situações estavam previstas. Os estudos realizados demonstram que está localização, no Montijo, garante a capacidade aeroportuária em Lisboa por mais 50 anos e é nesse sentido que será decidida esta localização”, disse o autarca.

Nuno Canta referiu que estes estudos “não colocam em causa a localização”, salientando que são normais nestes processos.

“Vai ter que haver uma decisão sobre a localização e até agora temos essa intenção e nenhuma manifestação contrária. A questão das aves é importante observar a nível técnico e ambiental, mas nós já ali temos uma infraestrutura aeroportuária naquela zona com aviões a descolar todos os dias e a segurança também se colocaria para a infraestrutura aeroportuária militar”, defendeu.

O autarca socialista referiu que a declaração do primeiro-ministro vem “reforçar o processo”, referindo que não se trata de um adiar da decisão.

“Acho que não é um adiar, é uma afirmação que vamos ter esta decisão de se localizar na base aérea no Montijo. O que temos com indicação é que continua a intenção de dia 15 de fevereiro se assinar o memorando para desenvolvimento dos outros estudos, nos quais se incluem os estudos das aves”, disse.

AMRS vai tomar posição sobre o tema

O autarca afirmou ainda que a Associação de Municípios da Região de Setúbal, que engloba os municípios de Alcácer do Sal, Almada, Alcochete, Barreiro, Palmela, Moita, Montijo, Santiago do Cacém Seixal, Sesimbra, Setúbal, tem prevista uma reunião para debater este assunto na segunda-feira, em Alcochete.

“Sabemos que a posição não é unânime sobre esta decisão e não sei como os outros presidentes de Câmara se vão manifestar. O que nós esperamos é que a Associação defenda os interesses da região e do concelho do Montijo”, concluiu.

2 comments

  1. As declarações de Nuno Canta Presidente da Camara do Montijo, á Lusa, não felizes e afastam-se da realidade, nomeadamente, quando afirma: “Vai ter que haver uma decisão sobre a localização e até agora temos essa intenção e nenhuma manifestação contrária. A questão das aves é importante observar a nível técnico e ambiental, mas nós já ali temos uma infraestrutura aeroportuária naquela zona com aviões a descolar todos os dias e a segurança também se colocaria para a infraestrutura aeroportuária militar”, defendeu.” Nuno Canta omite o facto de a pista que vai passar a ser utilizada ser a 01/19, que querem alongar 300 metros para dentro de água e para o interior da ZPE zona de Proteção Especial das Aves, enquanto neste momento a pista utilizada é a 08/26 na direção da cidade do Montijo, mas as colisões acontecem também aí, de tal forma que devido á ingestão de aves ali já caiu um avião A7 da FAP, infelizmente com a morte do piloto. O presidente da Camara do Montijo omite ainda ou desconhece, que os aviões militares que ele diz ali descolarem todos o dias em segurança são aviões de Turbohélice ou helicópteros que embora sujeitos a colisões na estrutura não ingerem ss aves pelas entradas de ar dos motores, ao contrário das aeronaves comerciais que tem motores de reação com grandes entradas de ar, e que no seu interior tem turbinas e compressores que se forem danificados param de funcionar. Acrescenta ainda a noticia: “O presidente da Câmara do Montijo sublinhou que a Associação de Municípios da Região de Setúbal, que engloba os municípios de Alcácer do Sal, Almada, Alcochete, Barreiro, Palmela, Moita, Montijo, Santiago do Cacém Seixal, Sesimbra, Setúbal, tem prevista uma reunião para debater este assunto na segunda-feira, em Alcochete.
    “Sabemos que a posição não é unânime sobre esta decisão e não sei como os outros presidentes de Câmara se vão manifestar. O que nós esperamos é que a Associação defenda os interesses da região e do concelho do Montijo”, concluiu.” Fantástico as restantes autarquias que vão ser severamente prejudicadas, devem defender o Montijo, (isto é, estão 15 milhões previstos que a autarquia pretende receber), mas as aeronaves em emergência para aterrar, deixarão de passar por cima do Montijo, e passarão a penalizar essas outras localidades, colocando em perigo as suas populações e quem lhes paga? e quem os defende?

  2. O que afasta as pessoas (cidadãos, em geral, e munícipes, em particular) da política e, muitas vezes, até de exercer os seus deveres cívicos (como votar nas eleições autárquicas e outras) é, por exemplo, existir uma AMRS que não tenha uma posição forte, unânime e concertada sobre um tema tão importante, estratégico mesmo, para o futuro próximo de toda a região (que tantas vezes se queixa de ser preterida quando se trata de decisões sobre grandes investimentos nacionais).
    O aeroporto … não tem cor!

    Força solução – Montijo.

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