Câmara de Almada defende solução urgente para território da Margueira

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O presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas (PCP), afirmou hoje que é urgente resolver a titularidade do território da Margueira, referindo que existem interessados no plano Almada Nascente.

“É urgente resolver o assunto da titularidade do território da Margueira. Podemos promover um território quando é nosso, quando não é torna tudo muito complicado”, afirmou Joaquim Judas, durante uma conferência de imprensa de apresentação das contas do município no ano de 2016.

A Margueira integra, juntamente com a Quimiparque, no Barreiro, e a Siderurgia, no Seixal, o projecto Arco Ribeirinho Sul, que prevê a requalificação das três antigas áreas industriais, num projecto a cargo da empresa Baía do Tejo, do universo Parpública (empresas detidas pelo Estado).

Os territórios localizados no Barreiro e no Seixal são geridos pela Baía do Tejo.

“Quando reunimos com o primeiro-ministro e com vários ministros abordámos esta questão. Sabemos que forma dados passos mas não está ainda concluído o processo e é da máxima urgência que seja resolvido”, defendeu.

Joaquim Judas explicou que a Agência Portuguesa do Ambiente, a Administração do Porto de Lisboa, a Parpública e o governo têm que “acertar” a titularidade do território.

“São todas entidades da administração central e terá que ser o governo a resolver”, disse.

Para o território da Margueira existe já um plano de requalificação definido, o Plano Almada Nascente, com Joaquim Judas a afirmar que existem interessados.

“O Plano Almada Nascente é reconhecido e existem interessados chineses, ingleses, franceses e norte-americanos. Temos interessados e é um território que não tem grandes problemas ao nível da contaminação dos solos”, afirmou.

Em Setembro de 2016, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, afirmou que tinha o objectivo de resolver os problemas administrativos que envolvem o território da Margueira, em Almada.

“Existe um plano ambicioso para resolver problemas de natureza administrativa, nomeadamente no município de Almada, onde existem pareceres que têm que ser dados a propósito do plano para o território. Vamos tentar ser um factor de aceleração para que se possam materializar os ambiciosos projectos”, disse na ocasião o governante.

“Existe a questão da delimitação do domínio hídrico e outras questões que não tiverem resolução no passado, mas que para que o plano se concretize é preciso uma resolução”, acrescentou.

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