Laboratório de Arquitectura e Património é aposta do Centro UNESCO para Santiago do Cacém

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Esta será a primeira iniciativa pública do organismo a desenvolver na cidade do litoral alentejano. Um conjunto de especialistas irá debruçar-se sobre os segredos da localidade

Santiago do Cacém vai acolher, a 13 e 14 de Janeiro, a realização do I Laboratório de Arquitectura e Património, uma experiência-piloto do Centro UNESCO em parceria com o Atelier Bugio, o município local e o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja.

Um conjunto de especialistas – arquitectos, arqueólogos, historiadores, artistas plásticos, urbanistas –, a que se juntam professores e alunos da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e do Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora, “vai debruçar-se sobre os segredos de Santiago do Cacém, escrutinando-lhes o destino”, explica a Diocese de Beja, em nota de Imprensa enviada ao DIÁRIO DA REGIÃO.

“Passado Actual e Presente Futuro” é mote da iniciativa, que contemplará visitas, conferências, projecções de filmes e debates durante “os dois dias de trabalho no terreno, distribuídos entre uma study trip e um ‘conclave’ que terminam com um ‘plenário’, onde os convidados apresentarão as suas impressões sobre o que viram e ouviram”, explica a diocese. O objectivo passa por “trazer novos olhares que ajudem a entender o génio da arquitectura local, os seus materiais e as suas técnicas”, bem como “o futuro dos monumentos e das respectivas envolventes”, além de “o próprio rumo do urbanismo num espaço complexo, onde se cruzam correntes diversas”.

Entre os participantes contam-se “figuras de proa da arquitectura portuguesa actual”, como Pedro Pacheco, Pedro Matos Gameiro, João Favila Menezes e Francisco Aires Mateus.

Vários locais históricos a observar

Com o intuito de entender as relações entre arquitectura, património e urbanismo serão observados de perto: “o castelo e a igreja matriz de Santiago Maior; os edifícios da tapada do palácio Avilez; a fonte, a azenha e o aqueduto da Quinta do Rio da Figueira; o fórum, as termas e o centro interpretativo de Miróbriga – com projecto de Paula Santos; o Hotel Caminhos de Santiago (que incorpora a antiga Pousada de São Tiago), da autoria do atelier Aires Mateus; a ermida de São Pedro; e o palácio da Carreira”.

Os guias vão ser investigadores locais, associados ao Centro UNESCO, José António Falcão, Francisco Lobo de Vasconcellos, José Matias, Manuela de Deus, Raquel Ventura, Ricardo Pereira e Lúcia Falcão Barbosa.

A criação do Centro UNESCO para a Arquitectura e a Arte Religiosas tem sede em Santiago do Cacém, m ponto-chave no Caminho de Santiago, e visa “disseminar as boas práticas na conservação da herança cultural”, ocupando-se particularmente do património associado às três “religiões do livro”: “o Judaísmo, o Cristianismo e o Islão”.

A iniciativa, que conta ainda com os apoios da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, da União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra e da Liga dos Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga, é de participação livre, mediante inscrição a remeter para [email protected]

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