Utentes do Montijo exigem soluções na Transtejo e avançam com acção de protesto

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A Comissão de Utentes do Seixalinho, no Montijo, exigiu hoje uma reunião urgente à administração da Transtejo, responsável pelas ligações fluviais entre a margem sul e Lisboa, anunciando também uma acção de protesto em Janeiro.

“Os utentes do Cais do Seixalinho consideram que o serviço prestado pela Transtejo tem vindo a degradar-se ao longo dos últimos anos, com principal incidência nos últimos meses. Na origem desta degradação estão, essencialmente, a falta de certificados de navegabilidade e a falta de manutenção dos navios, que originam avarias várias e obrigam à interrupção de carreiras sem aviso prévio”, refere a comissão de utentes em comunicado.

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Os utentes salientam que o serviço atingiu “níveis inaceitáveis de degradação”, exigindo respostas por parte da administração da Transtejo e do Governo.

“Os utentes decidem solicitar desde já uma reunião com carácter de urgência à Administração da Transtejo, no sentido de apresentar as suas reivindicações e obter respostas imediatas. Os utentes decidem também que, não existindo respostas imediatas nem uma melhoria imediata da qualidade do serviço público, vão realizar uma concentração na tarde do dia 04 de Janeiro Terminal Fluvial do Cais do Sodré”, acrescenta.

Nas últimas semanas, os representantes dos trabalhadores, sindicatos, utentes e autarquias têm vindo a contestar os problemas nas ligações fluviais do rio Tejo. As autarquias têm vindo a tomar posições públicas sobre o assunto para contestar a situação e exigir soluções.

Um grupo deslocou-se mesmo ao Ministério do Ambiente (que tutela os transportes urbanos), no dia 07 de Dezembro, para entregar um documento a dar conta da situação actual das transportadoras Transtejo e da Soflusa.

Na ocasião, a Transtejo referiu que tinha existido um conjunto de “pequenas avarias” em alguns navios, mas apontou haver uma taxa de cumprimento do serviço de 98% em 2016.

O grupo explicou que conta com 25 navios com condições de exploração em serviço público.

“A gestão destes 25 navios é realizada com base no planeamento de cumprimento das rotinas de conservação, reparação programada, requisitos de segurança e renovação de certificados de navegabilidade, o qual obriga a que, com periodicidade bienal, todos os navios realizem estes trabalhos em seco”, salienta.

A Transtejo acrescenta que o plano de geral de actividade conjuga todas estas necessidades de forma a ter a disponibilidade necessária de 15 navios para realizar o serviço programado.

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