Montijo espera que novo ano traga decisão sobre o novo aeroporto

0
2
visualizações

A construção de um novo aeroporto de Lisboa ou de um aeroporto complementar à Portela tem estado em discussão nos últimos anos. Ainda não existe uma definição final sobre a matéria, mas 2017 é apontado como ano da decisão.

Depois de em 2007 se ter tornado um tema político incontornável e o Governo ter sido obrigado a recuar quanto à escolha da Ota (concelho de Alenquer, distrito de Lisboa), a decisão “prévia e preliminar” de construir o novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete foi anunciada pelo então primeiro-ministro, José Sócrates, a 10 de Janeiro de 2008, tendo sido aprovada em Conselho de Ministros cerca de quatro meses depois.

A opção pelo Campo de Tiro de Alcochete foi legitimada pelo estudo comparativo elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que apontou a localização da infraestrutura aeroportuária na margem sul do Tejo como “globalmente mais favorável” do que na Ota, localização confirmada em 1999.

- Pub -

Os primeiros trabalhos do projecto tiveram início em Agosto de 2008, com prospecção e sondagens no terreno, mas o novo aeroporto acabou por não passar dos estudos e a decisão foi revertida no Governo de Pedro Passos Coelho, surgindo a hipótese de uma base militar funcionar como aeroporto complementar à Portela, como o caso do Montijo.

A localização de um novo aeroporto complementar na base aérea do Montijo deve ser decidida durante o ano de 2017, com o autarca do concelho a defender que é a solução “óbvia” e que a Portela necessita de uma pista que funcione em cooperação.

“Temos vindo a trabalhar nos últimos anos para a localização de um aeroporto complementar à Portela na base aérea n.º 6, no Montijo, para as ‘low-cost’. A ANA [Aeroportos de Portugal] tem conversado connosco e mostrou que tinha viabilidade, mas o processo que existe é incipiente e é preciso uma fundamentação técnica, por isso estamos numa fase de estudos”, diz o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta (PS).

O autarca salienta que o Montijo é a “opção óbvia”, mas que tem que ser fundamentada com os estudos necessários.

“Do que tenho conhecimento, o Montijo é a única que tem uma pista paralela com a Portela, o que permite operar ao mesmo tempo. As outras hipóteses levantam até alguns problemas de segurança. Penso que nenhuma outra hipótese está a ser estudada como a base no Montijo, mas a decisão tem de estar fundamentada”, comenta.

Nuno Canta acredita que, durante o ano de 2017, será tomada uma decisão do Governo sobre o processo, referindo que o aeroporto da Portela necessita de uma pista que funcione em “cooperação” para responder às necessidades.

“Com o processo de privatização, o Governo comprou os terrenos da Portela à Câmara de Lisboa e uma solução que era historicamente provisória passou a definitiva. A estratégia foi alterada e penso que a solução do aeroporto complementar vai funcionar e desanuviar Lisboa”, salienta.

O autarca explica, ainda, que é preciso desenvolver os estudos necessários, como o caso dos impactos ambientais, bem como garantir que o concelho recebe todas as infraestruturas para servir um aeroporto complementar.

“Existe a possibilidade de a ligação entre o novo aeroporto e Lisboa ser feita de barco. Estamos mais avançados neste processo do aeroporto complementar do que em 2015”, conclui.

- Pub -

Deixe uma resposta